Braga (São José de São Lázaro), Portugal
Murcia, España
Este estudio examina las perspectivas de profesionales portuguesas de Atención Temprana (AT) sobre el proceso de evaluación infantil, centrándose en su planificación, implementación y comunicación de resultados. Se empleó un diseño cualitativo en el que participaron ocho profesionales de AT seleccionadas mediante muestreo intencional. Los datos se recogieron a través de entrevistas semiestructuradas y se analizaron mediante análisis de contenido. Los resultados destacan el papel central de las familias a lo largo de todo el proceso de evaluación, especialmente en la identificación de preocupaciones, recursos y prioridades desde las fases iniciales. Las prácticas evaluativas son llevadas a cabo principalmente por equipos transdisciplinares en contextos naturales de cada niño/a, combinando herramientas estandarizadas con enfoques funcionales y basados en rutinas. La comunicación de resultados se realiza generalmente en dos fases: una primera discusión colaborativa con la familia y la posterior entrega de un informe funcional. También fue considerada esencial la implicación de docentes y terapeutas. Las participantes identifican como fortalezas las prácticas centradas en la familia, el trabajo en equipo y el carácter ecológico e individualizado de la evaluación. No obstante, se señalan limitaciones relevantes, especialmente la escasez de recursos humanos, las restricciones temporales y las demandas organizativas. Entre las recomendaciones destacan la necesidad de reforzar la formación profesional y de implementar políticas más flexibles que faciliten la implicación familiar. Estos hallazgos contribuyen a una mejor comprensión de las prácticas actuales de evaluación en AT en Portugal y apoyan el desarrollo de enfoques más integrados, ecológicos y centrados en la familia.
Este estudo examina as perspetivas de profissionais portuguesas de Intervenção Precoce (IP) sobre o processo de avaliação infantil, centrando-se no seu planeamento, implementação e comunicação de resultados. Foi utilizado um desenho qualitativo com a participação de oito profissionais de IP selecionadas por amostragem intencional. Os dados foram recolhidos por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados através de análise de conteúdo. Os resultados destacam o papel central das famílias ao longo de todo o processo de avaliação, particularmente na identificação de preocupações, recursos e prioridades desde as fases iniciais. As práticas de avaliação são predominantemente conduzidas por equipas transdisciplinares nos contextos naturais de cada criança, combinando ferramentas padronizadas com abordagens funcionais e baseadas em rotinas. A partilha de resultados é geralmente realizada em duas fases: uma primeira discussão colaborativa com a família e a subsequente entrega de um relatório funcional. A implicação de professores e terapeutas também foi considerada essencial. As participantes identificam como pontos fortes as práticas centradas na família, o trabalho em equipa e o caráter ecológico e individualizado da avaliação. Contudo, são apontadas limitações relevantes, nomeadamente a escassez de recursos humanos, as restrições temporais e as exigências organizacionais. Entre as recomendações, destacam-se a necessidade de reforçar a formação profissional e de implementar políticas mais flexíveis que facilitem o envolvimento fdas famílias. Estas constatações contribuem para uma melhor compreensão das práticas atuais de avaliação em IP em Portugal e apoiam o desenvolvimento de abordagens mais integradas, ecológicas e centradas na família.
This study examines the perspectives of Portuguese Early Intervention (EI) professionals regarding the child assessment process, focusing on its planning, implementation, and the sharing of results. A qualitative design was employed, involving eight EI professionals selected through purposive sampling. Data were collected through semi-structured interviews and analyzed using content analysis. Findings highlight the central role of families throughout the assessment process, particularly in identifying concerns, resources, and priorities from the initial stages. Assessment practices are predominantly conducted by transdisciplinary teams in children’s natural contexts, combining standardized tools with functional and routine-based approaches. The sharing of results typically occurs in two stages: an initial collaborative discussion with the family and the subsequent delivery of a functional report. Collaboration with educators and other professionals also emerges as a key element. Participants identified strengths related to family-centered practices, teamwork, and the ecological and individualized nature of assessment. However, significant constraints were reported, particularly limited human resources, time restrictions, and organizational demands. Recommendations include strengthening professional training and implementing more flexible policies to facilitate family involvement. These findings contribute to a better understanding of current EI assessment practices in Portugal and support the development of more integrated, ecological, and family-centered approaches.