Este trabalho tem como objeto de análise os impactos da pandemia da Covid-19 na educação pública de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Nesse recorte, buscamos discutir o ensino remoto, imposto como solução emergencial, que aprofundou desigualdades históricas e evidenciou a lógica de alienação e a mercantilização do saber. A partir de um relato de experiência, visamos articular as vivências observadas na Escola Municipal Barão do Amapá, localizada na Baixada Fluminense, destacando os efeitos das desigualdades no acesso ao conhecimento. Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se na ótica do materialismo histórico-dialético, uma vez que problematiza o papel do Estado como instrumento da classe dominante e a precarização estrutural do trabalho docente. Por fim, evidenciamos que a pandemia revelou a privatização do saber e a exclusão epistêmica de sujeitos periféricos, destacando, assim, a necessidade de uma educação voltada à emancipação social e à luta de classes.