Objetivo: Este estudio buscó profundizar la comprensión de la influencia del estereotipo del marianismo en la percepción de sobrecarga de cuidadoras primarias de niñas y niños con discapacidad o enfermedades crónicas. Se planteó que el marianismo, al enfatizar la idea de la fortaleza espiritual femenina y cualidades como la abnegación y benevolencia, ha generado que las mujeres conciban los cuidados como una obligación moral hacia sus familias, lo que conlleva a que minimicen sus efectos en los ámbitos personal, familiar, social y económico. Método y participantes: Se adoptó un diseño correlacional cuantitativo no experimental para analizar la relación entre la adherencia a las dimensiones “Familismo”, “Espiritual” y “Guardar silencio” del marianismo y la percepción de sobrecarga en 72 cuidadoras primarias de niñas y niños con discapacidad o enfermedades crónicas. Para levantar la información se utilizaron la Escala de Creencias Marianistas ([MBS] Castillo, et al., 2010) y la Escala de sobrecarga del cuidador de Zarit ([ZBI] Zarit et al., 1980). Resultados: Los resultados obtenidos mediante un cálculo de Pearson indican que las mujeres que reportan una mayor conformidad con el principio de “guardar silencio para mantener la armonía” perciben niveles de sobrecarga más elevados. En contraposición, las cuidadoras que manifiestan mayor adherencia a valores familiares y espirituales reportan percibir índices más bajos de sobrecarga en aspectos como agobio, falta de tiempo y deterioro de la salud. Se plantea que, debido a que el marianismo es un constructo multidimensional, los principios que lo constituyen influyen tanto positiva como negativamente en las percepciones de sobrecarga.
Objetivo: Este estudo procurou aprofundar a compreensão da influência do estereótipo do marianismo na sobrecarga percebida por cuidadoras primárias de crianças com deficiência ou doenças crônicas. Argumenta-se que o marianismo, ao enfatizar a ideia da força espiritual feminina e qualidades como o altruísmo e a benevolência, leva as mulheres a encarar o cuidado como uma obrigação moral para com suas famílias, o que pode levá-las a minimizar os impactos pessoais, familiares, sociais e econômicos dessa responsabilidade. Método e participantes: Foi adotado um delineamento quantitativo, não experimental e correlacional para analisar a relação entre a adesão às dimensões “Familiarismo”, “Espiritualidade” e “Silenciar a Si Mesma” do marianismo e a sobrecarga percebida em 72 cuidadoras primárias de crianças com deficiência ou doenças crônicas. Para a coleta de dados, foram utilizadas a Escala de Crenças Marianistas ([MBS]; Castillo et al., 2010) e a Entrevista de Sobrecarga do Cuidador de Zarit ([ZBI]; Zarit et al., 1980). Resultados: Os resultados obtidos por meio da correlação de Pearson indicam que mulheres que relatam maior conformidade com o princípio de “manter o silêncio para preservar a harmonia” percebem níveis mais elevados de sobrecarga. Em contraste, cuidadoras que demonstram maior adesão a valores familiares e espirituais relatam níveis mais baixos de sobrecarga em aspectos como esgotamento, falta de tempo e deterioração da saúde. Esses achados sugerem que, por se tratar de um constructo multidimensional, os diferentes princípios que compõem o marianismo podem influenciar as percepções de sobrecarga de forma tanto positiva quanto negativa
Objective: This study sought to deepen the understanding of how the Marianismo stereotype influences the perceived burden of primary caregivers of children with disabilities or chronic illnesses. It was proposed that Marianismo, by emphasizing the ideal of female spiritual strength and qualities such as selflessness and benevolence, leads women to view caregiving as a moral obligation to their families. Consequently, they may minimize its personal, familial, social, and economic impacts. Method and participants: A quantitative, non-experimental, correlational design was adopted to analyze the relationship between adherence to the “Familism,” “Spirituality,” and “Silencing the Self” dimensions of Marianismo and the perceived burden among 72 primary caregivers of children with disabilities or chronic illnesses. Data were collected using the Marianismo Beliefs Scale ([MBS]; Castillo et al., 2010) and the Zarit Burden Interview ([ZBI]; Zarit et al., 1980). Results: The results obtained through Pearson’s correlation indicate that women who report greater adherence to the Marianismo principle of “keeping silent to maintain harmony” perceive higher levels of caregiver burden. In contrast, caregivers who express stronger adherence to familial and spiritual values report lower levels of burden in areas such as emotional strain, time constraints, and health deterioration. These findings suggest that, because Marianismo is a multidimensional construct, the principles that comprise it can influence perceptions of caregiver burden both positively and negatively.