México
Este estudio examinó la relación entre la victimización por acoso escolar (directa, indirecta y mixta) y la salud mental en alumnado universitario mexicano. Participaron 271 estudiantes a quienes se les evaluó en acoso escolar, depresión, ansiedad, estrés, y consumo problemático de sustancias. Los resultados mostraron que las formas indirectas de acoso (exclusión social, chismes/rumores) fueron más frecuentes que las directas, y que la exclusión social fue mayor en varones. La victimización mixta se asoció con mayores niveles de depresión, ansiedad y estrés, mientras que la victimización directa o indirecta, por separado, no mostró asociaciones consistentes con otras variables. También se observaron mayores prevalencias en la ansiedad en estudiantes de instituciones públicas y en quienes se identificaron como LGBTQ+. En uso problemático de sustancias no se hallaron diferencias entre grupos de victimización; sin embargo, pertenecer a la comunidad LGBTQ+ duplicó ese riesgo. Además, se evidenció un claro patrón dosis-respuesta: a mayor número de episodios de violencia, mayores niveles de depresión, ansiedad y estrés, efecto que se mantuvo al controlar covariables. En conclusión, la acumulación de violencia, especialmente la coexistencia de agresiones directas e indirectas, constituye el principal riesgo para la salud mental en la universidad. Esto pone de relieve la necesidad de intervenciones que aborden la frecuencia y la simultaneidad de las experiencias de victimización.
Este estudo analisou a relação entre a vitimização por bullying escolar (direta, indireta e mista) e a saúde mental em estudantes universitários mexicanos. Participaram 271 estudantes, que foram avaliados em relação a bullying escolar, depressão, ansiedade, stress e consumo problemático de substâncias. Os resultados mostraram que as formas indiretas de bullying (exclusão social, fofocas/rumores) eram mais frequentes do que as diretas, e que a exclusão social era maior entre os homens. A vitimização mista foi associada a níveis mais elevados de depressão, ansiedade e stress, enquanto a vitimização direta ou indireta, separadamente, não mostrou associações consistentes com outras variáveis. Também foram observadas maiores prevalências de ansiedade em estudantes de instituições públicas e naqueles que se identificaram como LGBTQ+. No consumo problemático de substâncias, não foram encontradas diferenças entre os grupos de vitimização; no entanto, pertencer à comunidade LGBTQ+ duplicou esse risco. Além disso, evidenciou-se um claro padrão dose-resposta: quanto maior o número de episódios de violência, maiores os níveis de depressão, ansiedade e stress, efeito que se manteve ao controlar covariáveis. Em conclusão, o acúmulo de violência, especialmente a coexistência de agressões diretas e indiretas, constitui o principal risco para a saúde mental na universidade. Isso destaca a necessidade de intervenções que abordem a frequência e a simultaneidade das experiências de vitimização.
This study examined the relationship between victimisation by bullying (direct, indirect, and mixed) and mental health in Mexican university students. A total of 271 students participated and were assessed for bullying, depression, anxiety, stress, and problematic substance use. The results showed that indirect forms of bullying (social exclusion, gossip/rumours) were more frequent than direct forms, and that social exclusion was higher among males. Mixed victimisation was associated with higher levels of depression, anxiety, and stress, while direct or indirect victimisation, separately, did not show consistent associations with other variables. Higher prevalence of anxiety was also observed in students from public institutions and in those who identified as LGBTQ+. No differences in problematic substance use were found between victimisation groups; however, belonging to the LGBTQ+ community doubled that risk. In addition, a clear dose-response pattern was evident: the greater the number of episodes of violence, the higher the levels of depression, anxiety, and stress, an effect that remained when controlling for covariates. In conclusion, the accumulation of violence, especially the coexistence of direct and indirect aggression, constitutes the main risk to mental health at university. This highlights the need for interventions that address the frequency and simultaneity of victimisation experiences.