A Coruña, España
El síndrome de burnout parental constituye un fenómeno creciente en los países occidentales. Aunque existe amplia evidencia de sus perniciosas consecuencias, se precisa más investigación acerca de los factores sociodemográficos asociados al síndrome. En esta línea, el presente estudio analiza el potencial explicativo de ser madre o padre, de tener un hijo o una hija y de que el hijo/a esté cursando Educación Primaria o bien Educación Secundaria Obligatoria sobre cada uno de los síntomas nucleares del burnout parental: agotamiento, hartazgo, distanciamiento emocional y contraste con el yo parental anterior. La muestra participante se compone de 396 padres y madres (75% madres, 25% padres), seleccionados mediante un muestreo por conveniencia. Atendiendo a la etapa educativa, la distribución informada por las madres fue muy homogénea en Educación Primaria y en Educación Secundaria Obligatoria, mientras que el 72% de los padres informaban hijos/as en secundaria. La distribución por género de los hijos/as fue uniforme. Como instrumento de medida, se utilizó la adaptación validada al contexto español del Parental Burnout Inventory. Se distribuyeron códigos QR con acceso a los cuestionarios en formato digital. Se encontraron niveles significativamente más elevados en agotamiento, hartazgo y contraste con el yo parental previo, asociados a ser madre, tener un hijo varón y tener un hijo/a cursando Educación Primaria. Asimismo, ser madre y tener un hijo/a en Educación Primaria son predictores significativos de esta sintomatología. Estos hallazgos sugieren la conveniencia de diseñar políticas educativas tendentes a promover la coparentalidad y las habilidades para la gestión del estrés parental.
Parental burnout syndrome is a growing phenomenon in western countries. Although there is ample evidence of its harmful consequences, more research is needed on the sociodemographic factors associated with it. Accordingly, the present study analyses the explanatory potential of being a mother or father, having a son or daughter, and having a child in primary or compulsory secondary education on each of the core symptoms of parental burnout: exhaustion, weariness with parenting, emotional distancing, and contrast with previous parental self. The participant sample consisted of 396 fathers and mothers (75% mothers, 25% fathers), selected by convenience sampling. In terms of educational stage, the distribution reported by mothers was very homogeneous in primary and secondary education, while 72% of fathers reported having children in compulsory secondary education. The gender distribution of children was uniform. The Spanish adaptation of the Parental Burnout Inventory was used as a measurement tool. QR codes were distributed with access to the questionnaires in digital format. Significantly higher levels of exhaustion, weariness and contrast with the previous parental self were found to be associated with being a mother, having a male child and having a child in primary school. Likewise, being a mother and having a child in primary education are significant predictors of this symptomatology. These findings suggest the advisability of designing educational policies that promote co-parenting and skills for managing parental stress.
A síndrome de esgotamento parental é um fenómeno em crescimento nos países ocidentais. Embora existam amplas evidências das suas consequências nefastas, é necessária mais investigação sobre os fatores sociodemográficos associados à síndrome. Neste sentido, o presente estudo analisa o potencial explicativo de ser mãe ou pai, de ter um filho ou uma filha, e de o/a filho/a estar a frequentar o ensino básico ou o ensino secundário obrigatório, sobre cada um dos sintomas centrais do esgotamento parental: exaustão, desânimo, distanciamento emocional e contraste com o eu parental anterior. A amostra é composta por 396 pais e mães (75% mães e 25% pais), selecionados por amostragem por conveniência. Relativamente ao nível de ensino, a distribuição indicada pelas mães foi muito homogénea no ensino básico e no ensino secundário obrigatório, enquanto que 72% dos pais referiram ter filhos no ensino secundário. A distribuição por género dos filhos foi uniforme. Como instrumento de medição, foi utilizada a adaptação validada para o contexto espanhol do Parental Burnout Inventory. Foram distribuídos códigos QR que davam acesso aos questionários em formato digital. Verificaram-se níveis significativamente mais elevados de esgotamento, desânimo e contraste com o eu parental anterior associados ao facto de ser mãe, ter um filho do sexo masculino e ter um filho a frequentar o ensino básico. Da mesma forma, ser mãe e ter um filho no ensino básico são preditores significativos desta sintomatologia. Estas conclusões sugerem a conveniência de conceber políticas educativas que promovam a coparentalidade e as competências para gerir o stress parental.