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El debate sobre prolongar la vida laboral de personas mayores es relevante debido a cambios sociodemográficos y la crisis de las pensiones. Sin embargo, en América Latina y el Caribe, la desigualdad, alta informalidad y cobertura pensional limitada configuran la experiencia de envejecer. Pese a iniciativas de inclusión, muchos mayores trabajan por necesidad económica. Este artículo analiza las funciones psicosociales de trabajar de personas mayores desde la teoría de psicología del trabajar (TPT), que entiende el trabajar como un proceso dinámico y contextualizado que satisface tres funciones humanas: supervivencia, conexión social y autodeterminación. Un trabajo es “digno” si permite cumplir estas funciones, considerando el entorno. Aplicada a personas mayores en este contexto, la TPT revela que la función de supervivencia es a menudo una lucha originada por bajos ingresos y desprotección; la conexión social sigue siendo vital; y la autodeterminación se ve limitada por la necesidad económica, que cuestiona su "voluntariedad". En conclusión, garantizar un trabajo digno para personas mayores en la región es un imperativo que supera la dicotomía formal/informal. La TPT es clave para entender cómo el trabajo impacta funciones vitales, demandando acciones integradas que aseguren vidas de trabajar dignas y con sentido para todas las personas mayores.
O debate em torno da extensão das vidas laborais para idosos é relevante devido às mudanças sociodemográficas e à crise previdenciária vigente. Contudo, na América Latina e no Caribe, a desigualdade, as altas taxas de informalidade e a cobertura previdenciária limitada configuram fundamentalmente a experiência do envelhecimento. Apesar das iniciativas de inclusão, muitos idosos continuam a trabalhar primordialmente por necessidade econômica. Este artigo analisa as funções psicossociais do trabalho para idosos sob a ótica da teoria da psicologia do trabalhar (PT), que conceitualiza o “trabalhar” como um processo dinâmico e contextualizado que satisfaz três funções humanas fundamentais: sobrevivência, conexão social e autodeterminação. O trabalho é considerado “digno” se permite a satisfação dessas funções, levando em conta o contexto circundante. Quando aplicada a idosos neste contexto, a PT revela que a função de sobrevivência frequentemente se manifesta como uma luta pela baixa renda e pela ausência de proteção social; a conexão social permanece vital; e a autodeterminação é restringida pela necessidade econômica, colocando assim em xeque a natureza 'voluntária' de sua ocupação. Em conclusão, assegurar trabalho digno para idosos na região é um imperativo que transcende a dicotomia formal/informal. A PT é crucial para compreender como o trabalho impacta essas funções vitais, demandando ações integradas que assegurem vidas laborais decentes e significativas para todos os idosos
The debate surrounding the extension of working lives for older adults is relevant due to sociodemographic shifts and the ongoing pension crisis. However, in Latin America and the Caribbean, inequality, high rates of informality and limited pension coverage fundamentally shape the experience of aging. Despite inclusion initiatives, many older adults continue to work primarily out of economic necessity. This article analyzes the psychosocial functions of work for older adults through the lens of the psychology of working theory (PWT). This perspective conceptualizes “working” as a dynamic and contextualized process that fulfills three fundamental human functions: survival, social connection, and self-determination. Work is considered “dignified” if it permits the fulfillment of these functions, considering the surrounding context. When applied to older adults in this context, PWT reveals that the survival function often manifests as a struggle characterized by low income and lack of social protection; social connection remains vital; and self-determination is constrained by economic necessity, thereby calling into question the 'voluntary' nature of their employment. In conclusion, ensuring dignified work for older adults in the region is an imperative that transcends the formal/informal dichotomy. PWT is crucial for understanding how work affects these vital functions, demanding integrated actions that ensure decent and meaningful working lives for all older adults.