Neste editorial, discutirei a relação entre métodos psicométricos e como o uso desses métodos está atrelado à justiça na avaliação. Os leitores deste periódico certamente estão acostumados com métodos tradicionais da psicometria, como a Análise Fatorial e a Teoria de Resposta ao Item (TRI), ou mesmo com modelos um pouco mais modernos, mas que ainda fazem partem do mainstream da psicometria, como os Modelos Diagnósticos Cognitivos (CDMs) e as análises de rede. Esses métodos são ferramentas poderosas que permitem mensurar habilidades e traços psicológicos de maneira mais robusta, oferecendo também informações sobre as propriedades dos instrumentos de avaliação. No entanto, é essencial conhecer as limitações de cada método e, acima disso, entender que cada uma dessas ferramentas carrega uma série de pressupostos teóricos que pode comprometer a justiça na avaliação. Nesse sentido, este editorial reforça que “para quem só sabe usar um martelo, tudo é prego”, nos lembrando que a dependência exclusiva de um método pode levar a simplificações ou distorções.