El objetivo de este estudio fue construir un instrumento para clasificar la violencia familiar contra niños y adolescentes, que presentara como características centrales el abordaje indirecto de las víctimas de violencia a partir de registros previos realizados por profesionales,mayor alcance de las dimensiones de la violencia y contribuir a la construcción de un nuevo sistema de clasificación en Brasil. El instrumento se construyó con base en elSistema de Clasificación de Maltrato (MCS), el Maltreatment Classification System (MCS), Modified Maltreatment Classification System (MMCS), National Incidence Study (NIS-4), en un instrumento de nueva construcción en España, y el “Sistema de Informações para a Infância e Adolescência” (SIPIA — CT) de Brasil. El instrumento fue sometido a un estudio piloto y análisis por parte de jueces, pasos que resultaron en ajustes a los ítems y la inclusión de instrucciones más detalladas, que sugirieron validez aparente y evidencias basadas en el contenido. Sin embargo, es necesario realizar más estudios en busca de mayor evidencias de validez, así como la construcción de una guía para orientar a los evaluadores, y también capacitación para incrementar los ratios de acuerdo entre evaluadores.
O objetivo deste estudo foi construir um instrumento para classificar a violência familiar contra crianças e adolescentes, o qual apresenta como características centrais a abordagem indireta das vítimas de violência a partir de registros prévios realizados por profissionais, a maior abrangência no que se refere às dimensões do fenômeno, bem como contribuir com a construção de um sistema de classificação inédito no Brasil. O instrumento foi construído com base no Maltreatment Classification System (MCS), Modified Maltreatment Classification System (MMCS), National Incidence Study (NIS-4), em um instrumento recém-construído na Espanha, e no Sistema de Informações para Infância e Adolescência (SIPIA-CT) do Brasil. O instrumento passou por um estudo piloto e por análise de juízes, etapas que resultaram em adequações nos itens e na inclusão de instruções mais detalhadas, o que sugeriu validade de face e uma evidência baseada no conteúdo. Contudo, aponta-se a necessidade de realização de outros estudos em busca de mais evidências de validade, bem como a construção de um guideline para orientar os avaliadores, seguido de treinamentos para incrementar os índices de concordância entre avaliadores.