Los estudios de representaciones sociales de la salud mental han contribuido a la producción de conocimiento para fortalecer los servicios de salud mental pública con un énfasis en las intervenciones comunitarias y bajo una perspectiva de género, el cual, es un factor determinante de inequidades en el sector de la salud mental. El objetivo de este estudio fue analizar las representaciones sociales de la salud mental de hombres y mujeres jóvenes de una localidad semiurbana de Aguascalientes, México. Participaron 51 jóvenes (65% hombres y 35% mujeres) de entre 18 y 32 años, a quienes se aplicó el instrumento de listados libres. Se realizó un análisis desde una perspectiva estructural para identificar el núcleo central y los elementos periféricos por género. El núcleo central en hombres y mujeres comprende términos que pertenecen a la categoría de “imperturbabilidad”, con términos como “bienestar”, “estabilidad” y “paz”. Sin embargo, en los elementos periféricos y de contraste, se identificaron diferencias: las mujeres orientan su representación con términos de una categoría de servicios como “terapia”, “psicología”. En los hombres se identifican términos con una carga estigmatizada como “locura” y “sano juicio”, así como términos con atributos negativos como “soledad” y “tristeza”. En los hombres, prevalecen las representaciones estigmatizadas, lo que constituye una barrera importante en el acceso a los servicios de salud mental. En las mujeres se identifica una representación más unificada hacia el conocimiento de tipo científico y una identificación como agentes activos en el cuidado de su salud mental.
Os estudos sobre representações sociais da saúde mental têm contribuído para a produção de conhecimento para fortalecer os serviços de saúde mental pública, com ênfase nas intervenções comunitárias e sob uma perspectiva de gênero, que é um fator determinante das desigualdades no setor de saúde mental. O objetivo deste estudo foi analisar as representações sociais da saúde mental de homens e mulheres jovens de uma localidade semiurbana em Aguascalientes, México. Participaram 51 jovens (65% homens e 35% mulheres), com idades entre 18 e 32 anos, aos quais foi aplicado o instrumento de listagem livre. Foi realizada uma análise a partir de uma perspectiva estrutural para identificar o núcleo central e os elementos periféricos por gênero. O núcleo central, tanto para homens quanto para mulheres, incluiu termos pertencentes à categoria de "imperturbabilidade", como "bem-estar", "estabilidade" e "paz". No entanto, foram identificadas diferenças nos elementos periféricos e de contraste: as mulheres orientaram suas representações com termos da categoria de serviços, como "terapia" e "psicologia". Nos homens, identificaram-se termos com carga estigmatizada, como "loucura" e "bom senso", assim como termos com atributos negativos, como "solidão" e "tristeza". Entre os homens, predominam representações estigmatizadas, que constituem uma barreira importante para o acesso aos serviços de saúde mental. Entre as mulheres, identifica-se uma representação mais unificada, voltada ao conhecimento científico e ao reconhecimento de si mesmas como agentes ativas no cuidado de sua saúde mental.
Studies on social representations of mental health have contributed to the production of knowledge to strengthen public mental health services, with an emphasis on community-based interventions and a gender perspective, which is a determining factor in inequalities within the mental health sector. The objective of this study was to analyze the social representations of mental health among young men and women in a semi-urban locality in Aguascalientes, Mexico. A total of 51 young people participated (65% men and 35% women), aged between 18 and 32 years, who were administered the free-listing instrument. A structural perspective analysis was conducted to identify the central core and peripheral elements by gender. The central core for both men and women included terms belonging to the category of “imperturbability,” such as “well-being,” “stability,” and “peace.” However, differences were identified in the peripheral and contrasting elements: women oriented their representations toward terms from a service-related category, such as “therapy” and “psychology.” Among men, terms with a stigmatized connotation, such as “madness” and “sound judgment,” were identified, as well as terms with negative attributes like “loneliness” and “sadness.” In men, stigmatized representations prevail, which constitute a significant barrier to accessing mental health services. In women, a more unified representation is identified, leaning toward scientific knowledge and a recognition of themselves as active agents in the care of their mental health.