Thais de Sousa Silva, Tamyres Tomaz Paiva, Vilma Felipe Costa de Melo, Josane Cristina Batista Santos
Women have always faced numerous difficulties, whether due to cultural or social factors. Throughout history, their rights and opportunities have been limited. One way to study prejudice is through infra-humanization, a social theory that involves attributing fewer emotions, thoughts, and human characteristics to members of a social group considered 'inferior.' The primary objective of this study was to analyze the role of infra-humanization in a situation involving the photograph of a Black woman in relation to the attribution of racism within the context of romantic relationships. A total of 108 university students over 18 years of age, of both genders and from various degree programs, participated voluntarily. The study used a manipulated scenario with two photos (one of a Black woman and one of a White woman), along with the Ambivalent Sexism Scale, the Modern Racism Scale, and a sociodemographic questionnaire. Statistical analysis was performed using Jamovi. The results indicated through the analyses that there is a relationship between the variables: experimental condition (Black woman), sexism, primary and secondary emotions, and racism. Double mediation analyses showed that primary emotions (B=0.31; SE=0.11; 95%CI 0.25; 0.53; p=0.001) and secondary emotions (B=0.12; SE=0.04; 95%CI 0.03; 0.21; p=0.00) had an indirect effect, meaning that emotions function as mediators in the relationship between the experimental condition and racism. Thus, it was confirmed that infra-humanization occurs through the perception of Black-skinned women, legitimizing modern racism.
As mulheres sempre enfrentaram inúmeras dificuldades, seja por questões culturais ou sociais. Ao longo da história, seus direitos e oportunidades foram limitados. Uma das maneiras de estudar o preconceito é por meio da infra-humanização, uma teoria social que consiste em atribuir menos emoções, pensamentos e características humanas a membros de um grupo social considerado 'inferior'. O objetivo geral deste estudo foi analisar o papel da infra-humanização em uma situação envolvendo a fotografia de uma mulhernegra, em relação à atribuição de racismo no âmbito dos relacionamentos amorosos. Participaram da pesquisa, de forma voluntária, 108 estudantes universitários maiores de 18 anos, de ambos os sexos e de qualquer curso superior. Foram utilizados: um cenário manipulado com duas fotos (uma de uma mulher negra e outra de uma mulher branca), as Escalas de Sexismo Ambivalente e Racismo Moderno, além de um questionário sociodemográfico. A análise estatística foi realizada por meio do Jamovi. Os resultados demonstraram, por meio das análises, que há uma relação entre as variáveis condição experimental (mulher preta), sexismo, emoções primárias e secundárias, e racismo. Foi observado, por meio das mediações duplas, que as emoções primárias (B = 0,31; SE = 0,11; IC95%0,25–0,53; p = 0,001) e secundárias (B = 0,12; SE = 0,04; IC95% 0,03–0,21; p = 0,00) tiveram efeito indireto; ou seja, as emoções funcionam como mediadoras da relação entre a condição experimental e o racismo. Assim, comprovou-se que a infra-humanização ocorre por meio da percepção de mulheres de pele preta, legitimando o racismo moderno.