Women have always faced numerous difficulties, whether due to cultural or social factors. Throughout history, their rights and opportunities have been limited. One way to study prejudice is through infra-humanization, a social theory that involves attributing fewer emotions, thoughts, and human characteristics to members of a social group considered 'inferior.' The primary objective of this study was to analyze the role of infra-humanization in a situation involving the photograph of a Black woman in relation to the attribution of racism within the context of romantic relationships. A total of 108 university students over 18 years of age, of both genders and from various degree programs, participated voluntarily. The study used a manipulated scenario with two photos (one of a Black woman and one of a White woman), along with the Ambivalent Sexism Scale, the Modern Racism Scale, and a sociodemographic questionnaire. Statistical analysis was performed using Jamovi. The results indicated through the analyses that there is a relationship between the variables: experimental condition (Black woman), sexism, primary and secondary emotions, and racism. Double mediation analyses showed that primary emotions (B=0.31; SE=0.11; 95%CI 0.25; 0.53; p=0.001) and secondary emotions (B=0.12; SE=0.04; 95%CI 0.03; 0.21; p=0.00) had an indirect effect, meaning that emotions function as mediators in the relationship between the experimental condition and racism. Thus, it was confirmed that infra-humanization occurs through the perception of Black-skinned women, legitimizing modern racism.
As mulheres sempre enfrentaram inúmeras dificuldades, seja por questões culturais ou sociais. Ao longo da história, seus direitos e oportunidades foram limitados. Uma das maneiras de estudar o preconceito é por meio da infra-humanização, uma teoria social que consiste em atribuir menos emoções, pensamentos e características humanas a membros de um grupo social considerado 'inferior'. O objetivo geral deste estudo foi analisar o papel da infra-humanização em uma situação envolvendo a fotografia de uma mulhernegra, em relação à atribuição de racismo no âmbito dos relacionamentos amorosos. Participaram da pesquisa, de forma voluntária, 108 estudantes universitários maiores de 18 anos, de ambos os sexos e de qualquer curso superior. Foram utilizados: um cenário manipulado com duas fotos (uma de uma mulher negra e outra de uma mulher branca), as Escalas de Sexismo Ambivalente e Racismo Moderno, além de um questionário sociodemográfico. A análise estatística foi realizada por meio do Jamovi. Os resultados demonstraram, por meio das análises, que há uma relação entre as variáveis condição experimental (mulher preta), sexismo, emoções primárias e secundárias, e racismo. Foi observado, por meio das mediações duplas, que as emoções primárias (B = 0,31; SE = 0,11; IC95%0,25–0,53; p = 0,001) e secundárias (B = 0,12; SE = 0,04; IC95% 0,03–0,21; p = 0,00) tiveram efeito indireto; ou seja, as emoções funcionam como mediadoras da relação entre a condição experimental e o racismo. Assim, comprovou-se que a infra-humanização ocorre por meio da percepção de mulheres de pele preta, legitimando o racismo moderno.