Daiana Paula Milani Baroni, Igor Tomé Silva Santos, Juliana Valeri Simão Trevisan, Samuel Marques dos Reis, Natália Cristina Ribeiro Pacheco
Este artigo apresenta algumas reflexões em torno da dinâmica de funcionamento de um Grupo de Ouvidores de Vozes em uma perspectiva de análise das relações de poder e saber. O objetivo seria analisar alguns aspectos grupais como o desenvolvimento da técnica de facilitação entre os membros, a narrativa do saber da experiência e o trabalho de troca de estratégias por pares, assim como apresentar algumas relações entre questões de gênero e o fenômeno de escuta de vozes. O método utilizado tratou-se da observação-participante em um grupo de ouvidores de vozes por cerca de 12 meses. Concluiu-se que a abordagem proposta pelo Movimento Intervoice pode contribuir na promoção de transformações nas relações de saber e poder entre membros ouvidores e não ouvidores, desenvolvendo relações mais igualitárias, valorizando interpretações não técnicas de suas trajetórias e reconhecendo a importância da busca por recursos próprios no direcionamento de suas vidas.
Palavras-chave: Facilitação; Narrativa; Ouvidores de vozes; Saber da experiência; Saúde mental