O presente artigo aborda o tema «A comunicação em Psicomotricidade Relacional: convergência entre emoção e motricidade» tomando como pressuposto básico a concepção de André Lapierre sobre o processo de individuação a partir da vivência primária de fusão corporal. Em primeiro momento fala-se sobre a importância da construção de espaços afetivos e da linguagem não verbal para que aconteça a comunicação fazendo convergir emoção e motricidade. A seguir, ressalta-se que para que esta comunicação aconteça é essencial que o psicomotricista relacional tenha desenvolvido por excelência sua disponibilidade corporal. Neste sentido, conhecimentos precisam ser vividos no nível do corpo e integrados à personalidade e, para tanto, se faz necessária uma experiência pessoal da comunicação corporal e não verbal. Por fim, destaca-se o eixo central da teoria de Lapierre quando aborda de forma diferente o inconsciente e o consciente, colocando o corpo como eixo central para compreensão do comportamento humano e para intervenção do Psicomotricista Relacional.