Carlos Geovanny Guamán Tenesaca, Maria Graciela Merchan Coronel, Selena Valeria Balarezo Chalco
La edad corporal, estimada mediante bioimpedancia eléctrica, refleja el desgaste fisiológico acumulado del organismo y puede diferir considerablemente de la edad cronológica en función de los hábitos de vida, condición poco documentada en adultos mayores de entornos rurales andinos. La inseguridad alimentaria, el sedentarismo y el tabaquismo aceleran el envejecimiento biológico, especialmente en poblaciones con acceso limitado a servicios preventivos de salud. Estudio descriptivo transversal en 276 adultos mayores rurales del Ecuador (65-95 años; 183 mujeres, 93 hombres). Se evaluaron variables sociodemográficas, tabaquismo, actividad física y adherencia a la dieta mediterránea mediante instrumentos estandarizados. La edad corporal se determinó por bioimpedancia; una diferencia ?5 años respecto a la cronológica definió envejecimiento acelerado. Se aplicaron pruebas t de Student, chi-cuadrado y regresión logística binaria. La diferencia media global fue de 3,17 ± 4,8 años. El 35,5% exhibió envejecimiento acelerado. Los hombres presentaron mayor diferencia media (3,8 ± 4,5) que las mujeres (2,9 ± 4,9), sin significancia estadística (p=0,150). El tabaquismo elevó la diferencia a 4,9 ± 1,9 años frente a 3,1 ± 4,9 en no fumadores. En la regresión logística, el tabaquismo obtuvo el mayor riesgo (OR=2,83; IC95%: 0,78-10,30), sin alcanzar significancia. Los factores de riesgo modificables, especialmente el tabaquismo, se asociaron con mayor aceleración de la edad corporal en adultos mayores rurales ecuatorianos. La bioimpedancia se confirma como herramienta viable para la detección temprana del envejecimiento acelerado en el primer nivel de atención.
Biological age, estimated through bioelectrical impedance analysis, reflects accumulated physiological wear and may differ considerably from chronological age depending on lifestyle habits a condition poorly documented in older adults in rural Andean settings. Food insecurity, sedentary behavior, and smoking accelerate biological aging, especially in populations with limited access to preventive health services. A descriptive cross-sectional study was conducted among 276 rural older adults in Ecuador (65-95 years; 183 women, 93 men). Sociodemographic variables, smoking status, physical activity, and adherence to the Mediterranean diet were assessed using standardized instruments. Biological age was determined by bioimpedance; a difference of ?5 years from chronological age defined accelerated aging. Student's t-tests, chi-square tests, and binary logistic regression were applied. The overall mean difference was 3.17 ± 4.8 years. 35.5% exhibited accelerated aging. Men showed a greater mean difference (3.8 ± 4.5) than women (2.9 ± 4.9), without statistical significance (p=0.150). Smoking elevated the difference to 4.9 ± 1.9 years versus 3.1 ± 4.9 in non-smokers. In logistic regression, smoking carried the highest risk (OR=2.83; 95% CI: 0.78-10.30), without reaching significance. Modifiable risk factors, particularly smoking, were associated with greater acceleration of biological age in rural Ecuadorian older adults. Bioimpedance is confirmed as a viable tool for early detection of accelerated aging at the primary care level.
A idade corporal, estimada por bioimpedância elétrica, reflete o desgaste fisiológico acumulado do organismo e pode diferir consideravelmente da idade cronológica em função dos hábitos de vida, condição pouco documentada em idosos de ambientes rurais andinos. A insegurança alimentar, o sedentarismo e o tabagismo aceleram o envelhecimento biológico, especialmente em populações com acesso limitado a serviços preventivos de saúde. Estudo descritivo transversal em 276 idosos rurais do Equador (65–95 anos; 183 mulheres, 93 homens). Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, tabagismo, atividade física e adesão à dieta mediterrânea por meio de instrumentos padronizados. A idade corporal foi determinada por bioimpedância; uma diferença ?5 anos em relação à idade cronológica definiu envelhecimento acelerado. Aplicaram-se testes t de Student, qui-quadrado e regressão logística binária. A diferença média global foi de 3,17 ± 4,8 anos. 35,5% exibiram envelhecimento acelerado. Os homens apresentaram maior diferença média (3,8 ± 4,5) do que as mulheres (2,9 ± 4,9), sem significância estatística (p = 0,150). O tabagismo elevou a diferença para 4,9 ± 1,9 anos em comparação com 3,1 ± 4,9 em não fumantes. Na regressão logística, o tabagismo obteve o maior risco (OR = 2,83; IC95%: 0,78–10,30), sem alcançar significância. Fatores de risco modificáveis, especialmente o tabagismo, associaram-se a maior aceleração da idade corporal em idosos rurais equatorianos. A bioimpedância confirma-se como ferramenta viável para a detecção precoce do envelhecimento acelerado no primeiro nível de atenção.