Cuenca, Ecuador
El envejecimiento poblacional en entornos rurales incrementa el riesgo de dependencia funcional y deterioro cognitivo, lo que exige identificar marcadores tempranos modificables dentro de la práctica clínica comunitaria. El objetivo de este estudio fue determinar la relación bidireccional entre la función cognitiva, los índices de masa muscular esquelética y el nivel de ejercicio físico en adultos mayores residentes en comunidades rurales de Ecuador. Se realizó un estudio transversal con 316 participantes (99 hombres y 217 mujeres) mayores de 65 años, evaluando la composición corporal mediante bioimpedancia eléctrica, la función cognitiva con el Mini-Mental State Examination (MMSE) en español y el nivel de actividad física a través de la subescala de ejercicio del instrumento PEPS-I. Los datos se analizaron mediante correlación de Spearman y modelos de regresión logística binaria ajustados por factores sociodemográficos y de salud basal. Se encontró una correlación significativa entre el ejercicio y el MMSE (r?=?0.225; p?.001). Un bajo nivel de ejercicio predijo mayor riesgo de deterioro cognitivo (OR?=?2.41; IC 95%: 1.56-3.83), mientras que el deterioro cognitivo predijo bajo nivel de actividad física (OR?=?2.40; IC 95%: 1.57-3.94). No se hallaron asociaciones significativas entre los índices de masa muscular y la función cognitiva. Se concluye que existe una clara relación bidireccional entre el declive cognitivo y la baja actividad física en adultos mayores rurales, destacando la necesidad de intervenciones clínicas integrales que aborden simultáneamente ambos dominios para preservar la autonomía funcional en esta población vulnerable.
O envelhecimento populacional em contextos rurais aumenta o risco de dependência funcional e comprometimento cognitivo, o que exige a identificação de marcadores precoces modificáveis na prática clínica comunitária. O objetivo deste estudo foi determinar a relação bidirecional entre a função cognitiva, os índices de massa muscular esquelética e o nível de exercício físico em idosos residentes em comunidades rurais do Equador. Realizou-se um estudo transversal com 316 participantes (99 homens e 217 mulheres) com mais de 65 anos, avaliando a composição corporal por bioimpedância elétrica, a função cognitiva com a versão em espanhol do Mini-Mental State Examination (MMSE) e o nível de atividade física por meio da subescala de exercício do instrumento PEPS-I. Os dados foram analisados mediante correlação de Spearman e modelos de regressão logística binária ajustados por fatores sociodemográficos e de saúde basal. Encontrou-se correlação significativa entre exercício e MMSE (r = 0,225; p < 0,001). Um baixo nível de exercício predisse maior risco de comprometimento cognitivo (OR = 2,41; IC 95%: 1,56–3,83), enquanto o comprometimento cognitivo predisse baixo nível de atividade física (OR = 2,40; IC 95%: 1,57–3,94). Não foram encontradas associações significativas entre os índices de massa muscular e a função cognitiva. Conclui-se que existe uma clara relação bidirecional entre o declínio cognitivo e a baixa atividade física em idosos rurais, destacando a necessidade de intervenções clínicas integrais que abordem simultaneamente ambos os domínios para preservar a autonomia funcional nessa população vulnerável.
Population aging in rural settings increases the risk of functional dependence and cognitive decline, requiring the identification of modifiable early markers within community-based clinical practice. The objective of this study was to determine the bidirectional relationship between cognitive function, skeletal muscle mass indices, and physical activity levels in older adults living in rural communities in Ecuador. A cross-sectional study was conducted with 316 participants (99 men and 217 women) aged 65 and older, assessing body composition through electrical bioimpedance, cognitive function using the Spanish version of the Mini-Mental State Examination (MMSE), and physical activity level through the exercise subscale of the PEPS-I instrument. Data were analyzed using Spearman’s correlation and binary logistic regression models adjusted for sociodemographic and baseline health confounders. A significant correlation was found between exercise and the MMSE (r?=?0.225; p?.001). Low exercise levels predicted a higher risk of cognitive decline (OR?=?2.41; 95% CI: 1.56-3.83), while cognitive decline predicted low physical activity levels (OR?=?2.40; 95% CI: 1.57-3.94). No significant associations were found between muscle mass indices and cognitive function. A clear bidirectional relationship exists between cognitive decline and low physical activity in rural older adults, highlighting the need for comprehensive clinical interventions addressing both domains simultaneously to preserve functional autonomy in this vulnerable population.