La intolerancia religiosa constituye un estresor psicosocial que afecta dimensiones centrales de la identidad y puede producir sufrimiento psíquico. Este artículo, de carácter bibliográfico, analiza el papel del afrontamiento religioso y espiritual positivo como mecanismo para enfrentar y resignificar estas experiencias. A partir de la teoría de Pargament, se examina cómo la reevaluación benevolente, el apoyo comunitario y la relación de colaboración con lo sagrado pueden moderar el vínculo entre discriminación y salud mental. La observancia del sábado y el uso de vestimentas religiosas se presentan como ejemplos de situaciones capaces de provocar prejuicio y conflicto institucional. El estudio destaca la espiritualidad como recurso salutogénico y dimensión vinculada con los derechos humanos. Se concluye que la competencia cultural y espiritual resulta relevante en la práctica clínica para evitar intervenciones iatrogénicas y fortalecer la resiliencia de las personas afectadas.
Religious intolerance is a psychosocial stressor that affects central dimensions of identity and maycause psychological distress. This literature-based article analyzes positive religious and spiritual coping as a mechanism for confronting and reframing such experiences. Drawing on Pargament’s theory, it examines how benevolent reappraisal, community support, and a collaborative relationship with the sacred may moderate the association between discrimination and mental health. Sabbath observance and the use of religious garments are presented as examples of situations that may trigger prejudice and institutional conflict. The study emphasizes spirituality as a salutogenic resource and as a dimension related to human rights. It concludes that cultural and spiritual competence is relevant in clinical practice to prevent iatrogenic interventions and strengthen the resilience of affected individuals.
A intolerância religiosa constitui um estressor psicossocial que atinge dimensões centrais da identidade e pode gerar sofrimento psíquico. Este artigo, de natureza bibliográfica, analisa o papel do coping religioso/espiritual positivo como mecanismo de enfrentamento e ressignificação dessas experiências. Com base na teoria de Pargament, discute-se como a reavaliação benevolente, o suporte comunitário e a parceria com o sagrado podem moderar a relação entre discriminação e saúde mental. Práticas como a guarda do sábado e o uso de vestimentas religiosas são apresentadas como exemplos de situações que podem desencadear preconceito e conflito institucional. O estudo enfatiza a espiritualidade como recurso salutogênico e dimensão relacionada aos direitos humanos. Conclui-se que a competência cultural e espiritual é relevante na prática clínica para evitar intervenções iatrogênicas e fortalecer a resiliência das pessoas afetadas.