Fabiane Vinente Dos Santos
, Vanessa Figueiredo de Almeida, Andréa Araújo Ribeiro, José Valdemir do Nascimento, Kenysson Oliveira Rodrigues, Denise Machado Duran Gutierrez
Este estudio analiza las prácticas de crianza y su relación con la salud mental infantil en los contextos urbanos de Manaus y Boa Vista. Mediante una investigación cualitativa exploratoria con 10 padres de niños de 0 a 11 años, los datos se analizaron utilizando el Análisis Temático de Contenido y se interpretaron desde la perspectiva de la sociología de la infancia y los diagnósticos. Los resultados señalan un cambio paradigmático en la autoridad parental: la sustitución de la coerción física por la "gestión de privilegios", especialmente la regulación del tiempo frente a las pantallas. El estudio revela que esta transición se ve afectada por una "sombra intergeneracional" entre la rigidez heredada de los contextos ribereños/extractivos y las exigencias de la modernidad urbana. La fragmentación de las redes de apoyo tradicionales y el proceso de "urbanización subjetiva" intensifican la carga emocional de los cuidadores, generando un "vacío de autoridad". En este contexto, se identifica una tendencia hacia la patologización de la infancia, donde la búsqueda de un diagnóstico biomédico sirve de guía para gestionar las incertidumbres educativas y reorientar las responsabilidades pedagógicas. Se concluye que fortalecer la salud mental infantil en la región requiere políticas públicas e intervenciones clínicas que respeten los repertorios históricos locales, empoderando a los padres más allá de la medicalización y el control digital.
This study analyzes parenting practices and their relationship with child mental health in the urban contexts of Manaus and Boa Vista. Through qualitative exploratory research with 10 parents of children aged 0 to 11, the data were analyzed using Thematic Analysis and interpreted through the lenses of the sociology of childhood and the sociology of diagnosis. The results point to a paradigmatic transition in parental authority: the replacement of physical coercion with "privilege management," particularly the regulation of screen time. The study reveals that this transition is strained by an "intergenerational shadow" between the rigidity inherited from riverine and extractive contexts and the demands of urban modernity. The fragmentation of traditional support networks and the process of "subjective urbanization" intensify the emotional burden on caregivers, creating an "authority vacuum." In this scenario, a trend toward the pathologization of childhood is identified, where the search for biomedical diagnosis serves as a compass to manage educational uncertainties and shift pedagogical responsibilities. The study concludes that strengthening child mental health in the region requires public policies and clinical interventions that respect local historical repertoires, empowering parents beyond medicalization and digital control.
O estudo analisa as práticas parentais e sua relação com a saúde mental infantil nos contextos urbanos de Manaus e Boa Vista. Por meio de uma pesquisa qualitativa exploratória com 10 genitores de crianças entre 0 e 11 anos, os dados foram tratados por meio da Análise Temática de Conteúdo e interpretados sob a ótica da sociologia da infância e dos diagnósticos. Os resultados apontam para uma transição paradigmática na autoridade parental: a substituição da coerção física pela “gestão de privilégios”, especialmente a regulação do uso de telas. O estudo revela que essa transição é tensionada por uma “sombra intergeracional” entre a rigidez herdada de contextos ribeirinhos/extrativistas e as demandas da modernidade urbana. Os resultados apontam para uma transição paradigmática na autoridade parental: a substituição da coerção física pela “gestão de privilégios”, especialmente a regulação do uso de telas. O estudo revela que essa transição é tensionada por uma “sombra intergeracional” entre a rigidez herdada de contextos ribeirinhos/extrativistas e as demandas da modernidade urbana. A fragmentação das redes de apoio tradicionais e o processo de “urbanização subjetiva” intensificam a carga emocional dos cuidadores, gerando um “vácuo de autoridade”. Nesse cenário, identifica-se uma tendência à patologização da infância, em que a busca pelo diagnóstico biomédico serve como bússola para gerir incertezas educacionais e deslocar responsabilidades pedagógicas. Conclui-se que o fortalecimento da saúde mental infantil na região requer políticas públicas e intervenções clínicas que respeitem os repertórios históricos locais, instrumentalizando os pais para além da medicalização e do controle digital.