Provincia de Talca, Chile
A partir de la emergencia del movimiento estudiantil feminista (2018), así como del contexto regional (lucha por la legalización del aborto y el #NiUnaMenos) y global (#MeToo), la identificación de las mujeres con el feminismo se ha vuelto un fenómeno creciente en Chile. El objetivo de este artículo es analizar las diferentes formas de identificación con el feminismo, así como las razones para identificarse y para no hacerlo. Se realizaron 18 entrevistas semiestructuradas a mujeres no activistas feministas de entre 18 y 66 años residentes en Chile. El análisis temático reflexivo permitió construir cuatro configuraciones a lo largo de un continuo de identificación: no identificación (con acuerdo parcial con los objetivos), identificación ambivalente (soy feminista, pero), identificación con el feminismo, e indecisas. Respecto a las razones para no identificarse, los estereotipos negativos hacia las feministas son el principal motivo; mientras que el deseo de igualdad es la principal razón para identificarse como feminista. La representación de un feminismo individual, teórico, disociado de las prácticas y despolitizado constituye una barrera a la comprensión del movimiento social, lo que representa para las colectivas feministas, el desafío de generar nuevas estrategias de difusión de la lucha por las transformaciones sociales que impulsan.
Beginning at the emergence of the feminist student movement (2018), from a regional (the struggle for the legalization of abortion and the hashtag, #NiUnaMenos) and global context (#MeToo), women’s identification with feminism has become increasingly visible in Chile. The objective of this article is to analyze the different forms of identifying with feminism, and reasons for identifying with or not identifying with feminism. A total of 18 semi-structured interviews were conducted with non-activist women, aged 18-66 years, in Chile. Reflexive thematic analysis enabled the construction of four configurations along a continuum of identification: Non-identifying (with partial agreement with feminist goals), ambivalent identification (“I’m a feminist, but”), identification with feminism and the undecideds. The main reason for non-identifying individuals was negative stereotypes toward feminists; while a desire for equality was the main reason to self-identify as a feminist. The representation of an individual, theoretical, dissociated from practices, and depoliticized feminism constitutes a barrier to an understanding of the social movement. This represents, for feminist collectives, the challenge of generating new dissemination strategies in the struggle for the social transformations they promote.
A partir do surgimento do movimento estudantil feminista (2018), bem como do contexto regional (luta pela legalização do aborto e o movimento #NiUnaMenos) e global (#MeToo), a identificação das mulheres com o feminismo tornou-se um fenômeno crescente no Chile. O objetivo deste artigo é analisar as diferentes formas de identificação com o feminismo, bem como as razões para se identificar e para não se identificar. Foram realizadas 18 entrevistas semiestruturadas com mulheres não ativistas feministas, com idades entre 18 e 66 anos, residentes no Chile. A análise temática reflexiva permitiu construir quatro configurações ao longo de um continuum de identificação: não identificação (com concordância parcial com os objetivos), identificação ambivalente (sou feminista, mas), identificação com o feminismo e indecisas. Em relação às razões para não se identificar, os estereótipos negativos em relação às feministas são o principal motivo; enquanto o desejo de igualdade é a principal razão para se identificar como feminista. A representação de um feminismo individual, teórico, dissociado das práticas e despolitizado constitui uma barreira à compreensão do movimento social, o que representa, para os coletivos feministas, o desafio de gerar novas estratégias de divulgação na luta pelas transformações sociais que impulsionam.