Burgos, España
El consumo de alcohol y la procrastinación académica son fenómenos relativamente frecuentes en el alumnado universitario, que se han relacionado con dificultades en los procesos de autorregulación. Este estudio analizó la relación entre los perfiles de consumo de alcohol y la procrastinación académica en una muestra transversal de 567 estudiantes universitarios/as de Castilla y León (España), con edades entre 18 y 35 años (M = 20.5; 78.8 % mujeres. Las variables se evaluaron mediante el test AUDIT y la Escala de Procrastinación Académica (EPA). Los resultados mostraron diferencias en los perfiles de consumo según edad y género, mientras que la procrastinación académica variaba en función de la rama de conocimiento de los estudios que se cursaban. El alumnado con consumo problemático puntuó significativamente más alto en procrastinación, especialmente en las dimensiones de mala gestión del tiempo y asunción de riesgos, detectándose diferencias críticas entre los perfiles extremos de consumo. El análisis de regresión confirmó una asociación significativa entre los perfiles de consumo de alcohol y la procrastinación total, aunque con un tamaño del efecto reducido. Los resultados sugieren una relación específica entre el consumo problemático de alcohol y dimensiones de procrastinación vinculadas a la autorregulación, que debe interpretarse en términos no causales. Desde una perspectiva psicoeducativa, estos hallazgos pueden orientar acciones preventivas universitarias dirigidas a fortalecer la gestión del tiempo, el autocontrol emocional y la toma de decisiones ante conductas de riesgo.
Alcohol consumption and academic procrastination are relatively common phenomena among college students and have been linked to difficulties in self-regulation processes. This study analyzed the relationship between alcohol consumption profiles and academic procrastination in a cross-sectional sample of 567 university students from Castilla y León (Spain), aged 18 to 35 years (M = 20.5; 78.8% women). The variables were assessed using the AUDIT test and the Academic Procrastination Scale (APS). The results showed differences in drinking profiles by age and gender, while academic procrastination varied depending on the field of study. Students with problematic drinking scored significantly higher on procrastination, particularly in the dimensions of poor time management and risk-taking, with critical differences detected between the extreme drinking profiles. Regression analysis confirmed a significant association between alcohol consumption profiles and total procrastination, although with a small effect size. The results suggest a specific relationship between problematic alcohol consumption and dimensions of procrastination linked to self-regulation, which should be interpreted in non-causal terms. From a psychoeducational perspective, these findings can guide university-based preventive interventions aimed at strengthening time management, emotional self-control, and decision-making regarding risky behaviors.
O consumo de álcool e a procrastinação académica são fenómenos relativamente frequentes entre os estudantes universitários/as, tendo sido associados a dificuldades nos processos de autorregulação. Este estudo analisou a relação entre os perfis de consumo de álcool e a procrastinação académica numa amostra transversal de 567 estudantes universitários/as de Castela e Leão (Espanha), com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos (M = 20,5; 78,8 % mulheres). As variáveis foram avaliadas através do teste AUDIT e da Escala de Procrastinação Académica (EPA). Os resultados revelaram diferenças nos perfis de consumo consoante a idade e o género, enquanto a procrastinação académica variava em função da área de estudos frequentada. Os/as estudantes com consumo problemático obtiveram pontuações significativamente mais elevadas em procrastinação, especialmente nas dimensões de má gestão do tempo e assunção de riscos, tendo-se detetado diferenças críticas entre os perfis extremos de consumo. A análise de regressão confirmou uma associação significativa entre os perfis de consumo de álcool e a procrastinação total, embora com um um tamanho de efeito reduzido. Os resultados sugerem uma relação específica entre o consumo problemático de álcool e as dimensões da procrastinação ligadas à autorregulação, que deve ser interpretada em termos não causais. De uma perspetiva psicoeducativa, estas descobertas podem orientar ações preventivas universitárias destinadas a reforçar a gestão do tempo, o autocontrolo emocional e a tomada de decisões face a comportamentos de risco.