Hospital, Costa Rica
Las pruebas de ingreso a la universidad constituyen eventos de altas consecuencias capaces de generar emociones aversivas que pueden afectar el desempeño de las personas aspirantes. Pese a su relevancia, el impacto específico de estas emociones en pruebas de admisión universitaria que miden exclusivamente razonamiento matemático ha recibido escasa atención investigativa. Este estudio examinó, desde el marco de la teoría control-valor (Pekrun, 2006), el efecto de cuatro factores sobre el desempeño en una prueba de razonamiento matemático, requisito de admisión a determinadas carreras en una universidad costarricense. Participaron 205 estudiantes de último año de secundaria, reclutados en instituciones seleccionadas aleatoriamente, quienes se encontraban a menos de cuatro meses de su proceso de admisión universitaria. Completaron escalas de autorreporte que midieron dos tipos de ansiedad (ansiedad ante los exámenes y ansiedad matemática), así como sus antecedentes subjetivos: expectativa de autoeficacia matemática y valoración de la importancia percibida de la prueba. Posteriormente, se administró una versión abreviada de la prueba de razonamiento matemático. Mediante modelos de ecuaciones estructurales, se analizó la influencia de las emociones y sus antecedentes sobre la puntuación obtenida. Los resultados evidenciaron que la ansiedad matemática ejerció un efecto negativo directo sobre el desempeño, mientras que la autoeficacia matemática mostró un efecto indirecto, mediado por dicha emoción. Estos hallazgos pueden orientar el diseño de intervenciones dirigidas a mitigar el impacto de la ansiedad en el rendimiento en pruebas matemáticas de altas consecuencias.
University entrance exams constitute high-stakes events capable of generating aversive emotions that can affect applicants' performance. Despite their relevance, the specific impact of these emotions on university admission tests that exclusively measure mathematical reasoning has received limited research attention. This study examined, within the framework of Control-Value Theory (Pekrun, 2006), the effect of four factors on performance in a mathematical reasoning test required for admission to specific programs at a Costa Rican university. Participants were 205 final-year high school students, recruited from randomly selected institutions, who were within four months of their university admission process. They completed self-report scales measuring two types of anxiety (test anxiety and mathematics anxiety), as well as their subjective antecedents: mathematical self-efficacy expectancy and perceived importance of the test. Subsequently, an abbreviated version of the mathematical reasoning test was administered. Structural equation modeling was used to analyze the influence of emotions and their antecedents on test scores. Results showed that mathematics anxiety exerted a direct negative effect on performance, while mathematical self-efficacy exhibited an indirect effect mediated by this emotion. These findings may guide the design of interventions aimed at mitigating the impact of anxiety on performance in high-stakes mathematics tests.
Os exames de admissão à universidade constituem eventos de grande importância, capazes de gerar emoções aversivas que podem afetar o desempenho dos candidatos. Apesar da sua relevância, o impacto específico dessas emoções em exames de admissão à universidade que avaliam exclusivamente o raciocínio matemático tem recebido pouca atenção por parte da investigação. Este estudo examinou, a partir do quadro da teoria do controlo-valor (Pekrun, 2006), o efeito de quatro fatores sobre o desempenho num teste de raciocínio matemático, requisito de admissão a determinados cursos numa universidade da Costa Rica. Participaram 205 alunos do último ano do ensino secundário, recrutados em instituições selecionadas aleatoriamente, que se encontravam a menos de quatro meses do seu processo de admissão à universidade. Preencheram escalas de autoavaliação que mediram dois tipos de ansiedade (ansiedade face aos exames e ansiedade matemática), bem como os seus antecedentes subjetivos: expectativa de autoeficácia matemática e avaliação da importância percebida do teste. Posteriormente, foi administrada uma versão abreviada do teste de raciocínio matemático. Através de modelos de equações estruturais, analisou-se a influência das emoções e dos seus antecedentes na pontuação obtida. Os resultados evidenciaram que a ansiedade matemática exerceu um efeito negativo direto sobre o desempenho, enquanto a autoeficácia matemática apresentou um efeito indireto, mediado por essa emoção. Estas descobertas podem orientar a conceção de intervenções destinadas a mitigar o impacto da ansiedade no desempenho em testes matemáticos de alto impacto.