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A informalidade, o ageísmo e as desigualdades de gênero no mercado de trabalho são desafios estruturais que refletem as dinâmicas excludentes do capitalismo. Diante desse cenário, e alinhado à perspectiva interseccional das opressões, este estudo busca analisar os fatores que levam mulheres acima de 45 anos a optar pelo trabalho de sacoleiras. Trata-se de pesquisa de natureza qualitativa, basea-da na abordagem de história de vida. O material coletado por meio das entrevis-tas foi transcrito e analisado com base na análise crítica do discurso, priorizando os processos de subjetivação das participantes e a relação entre seus relatos e o contexto social e cultural. A informalidade, romantizada como empreendedoris-mo, é frequentemente uma estratégia de sobrevivência diante das barreiras do mercado formal e do ageísmo. A precariedade, sobrecarga doméstica e exclusão social emergem como aspectos centrais dessa realidade.
Informality, ageism, and gender inequalities in the labor market are structural challenges that reflect the exclusionary dynamics of capitalism. Given this scenario, and in line with the intersectional perspective of oppression, this study seeks to analyze the factors that lead women over 45 to choose to work as bag-gers. This is a qualitative study based on a life history approach. The material collected through interviews was transcribed and analyzed based on critical dis-course analysis, prioritizing the participants' processes of subjectivation and the relationship between their accounts and the social and cultural context. Infor-mality, romanticized as entrepreneurship, is often a survival strategy in the face of barriers in the formal market and ageism. Precariousness, domestic overload, and social exclusion emerge as central aspects of this reality