Juan Carlos Torres Correa
Este artículo propone una reflexión clínico-conceptual sobre las construcciones en análisis a partir de una lectura intertextual que va de Freud a autores contemporáneos. Se sostiene la hipótesis que, pese a sus variaciones teóricas, existe intersecciones convergentes en torno a la idea de que el análisis implica una construcción de subjetividad. Para ello, se introducen tres dimensiones: la intrasubjetiva (procesos internos), la intersubjetiva (vínculo y transferencia) y la transubjetiva (referencias de contextos socioculturales); estas permiten resignificar el concepto de construcción más allá de su formulación original. Se discuten aportes de autores como Klein, Bion, Winnicott, Lacan, Grotstein, entre otros, para mostrar que la construcción no busca solo recuperar el pasado reprimido, sino habilitar la emergencia subjetiva de lo no representado. Se concluye que el concepto de construcción parecería haber sido resignificado como una herramienta clínica fundamental para el psicoanálisis contemporáneo, en la medida en que se lo piense articulado con aspectos teóricos desarrollados posterior-mente, la contratransferencia y las tres dimensiones de la subjetividad propuestas.
Cet article propose une réflexion clinico-conceptuelle sur les constructions en analyse à partir d’une lecture intertextuelle qui va de Freud aux auteurs contemporains. L’hypothèse avancée est que, malgré les variations théoriques, il existe des intersections convergentes autour de l’idée que l’analyse implique une construction de la subjectivité. Pour ce faire, trois dimensions sont introduites : l’intrasubjective (processus internes), l’intersubjective (lien et transfert) et la transubjective (références aux contextes socioculturels). Elles permettent de resignifier le concept de construction audelà de sa formulation originelle. Les contributions d’auteurs tels que Klein, Bion, Winnicott, Lacan, Grotstein, entre autres, sont discutées afin de montrer que la construction ne cherche pas seulement à récupérer le passé refoulé, mais aussi à permettre l’émergence subjective de ce qui n’est pas représenté. On conclut que le concept de construction semble avoir été resignifié comme un outil clinique fondamental pour la psychanalyse contemporaine, dans la mesure où il est pensé en articulation avec les aspects théoriques développés ultérieurement, le contre-transfert et les trois dimensions de la subjectivité proposées.
Este artigo propõe uma reflexão clínico-conceitual sobre as construções em análise a partir de uma leitura intertextual que vai de Freud a autores contemporâneos. Defendese a hipótese de que, apesar das suas variações teóricas, existem interseções convergentes em torno da ideia de que a análise implica uma construção da subjetividade. Para isso, são introduzidas três dimensões: a intrassubjetiva (processos internos), a intersubjetiva (vínculo e transferência) e a transsubjetiva (referências de contextos socioculturais). Estas permitem ressignificar o conceito de construção para além da sua formulação original. São discutidas contribuições de autores como Klein, Bion, Winnicott, Lacan, Grotstein, entre outros, para mostrar que a construção não procura apenas recuperar o passado reprimido, mas também possibilitar a emergência subjetiva do não representado. Concluise que o conceito de construção pareceria ter sido ressignificado como uma ferramenta clínica fundamental para a psicanálise contemporânea, na medida em que é pensada articulada com aspectos teóricos desenvolvidos posteriormente, a contratransferência e as três dimensões da subjetividade propostas.
This article offers a clinical and con-ceptual reflection on constructions in analysis, based on an intertextual reading from Freud to contemporary authors. It posits the hypothesis that, despite theoretical differences, there are converging intersections around the idea that psychoanalysis entails a construction of subjectivity. To devel-op this perspective, three dimensions are proposed: the intrasubjective (internal processes), the intersubjective (relational and transferential dynamics), and the transubjective (references to sociocultural contexts). These dimensions allow for a re-signification of the concept of construction beyond its original formulation. Contributions from Klein, Bion, Winnicott, Lacan, Grotstein, among others, are discussed to show that construction is not merely a retrieval of the repressed past, but a means of enabling the emergence of subjectivity in relation to the unrepresented. It is concluded that the concept of construction appears to have been redefined as a fundamental clinical tool for contemporary psychoanalysis, insofar as it is articulated with later theoretical developments, countertransference, and the proposed three dimensions of subjectivity.