Los estudios realizados con la población LGBTQIAPN+ señalan un aumento del sufrimiento psicológico y una disminución de los recursos positivos en comparación con grupos cisgénero. Son escasos los estudios que abordan la experiencia de estos fenómenos en adolescentes LGBTQIAPN+. Este estudio investigó la experiencia de estas variables comparando tres grupos: chicas cisgénero, chicos cisgénero y personas no binarias, de género fluido y transgénero. Se evaluaron 1187 adolescentes de diversas regiones del país. Se utilizaron análisis de varianza, pruebas de correlación y regresión lineal múltiple para analizar los datos. Los resultados indican que los adolescentes con identidades de género disidente experimentaron significativamente mayor sufrimiento psicológico y también obtuvieron puntajes más bajos en cuanto a los recursos positivos. Se concluye que son necesarios programas, políticas públicas y acciones específicas para el género disidente. Se destaca la importancia de modelos teóricos e instrumentos psicológicos sensibles a las diferencias de género para garantizar justicia en la evaluación e intervención.
Estudos realizados com população LGBTQIAPN+ apontam para o aumento do sofrimento psicológico e diminuição de recursos positivos comparado a grupos cisgênero. No entanto, são escassos estudos que apontam a experiência destes fenômenos em adolescentes LGBTQIAPN+. Este estudo investigou a experiencia destas variáveis comparando três grupos, meninas cisgênero, meninos cisgênero e pessoas não-binárias, gênero fluido e transgênero. Foram avaliados 1187 adolescentes das cinco regiões do país. Utilizou-se análise de variância, testes de correlação e regressão linear múltipla para analisar os dados. Os resultados apontam que adolescentes com identidade de gênero dissidente, apresentaram significativamente maior sofrimento psicológico, em comparação aos grupos cisgênero. Também exibiram menores pontuações em relação aos recursos positivos. Conclui-se que são necessários programas, políticas públicas e ações específicas de meninos, meninas e indivíduos de gênero dissidente. Aponta-se a importância de modelos teóricos e instrumentos psicológicos sensíveis às diferenças de gênero para garantir justiça na avaliação e intervenção psicológica.