Durante muitos anos, psicólogas e psicólogos brasileiros pautaram suas avaliações em testes psicológicos construídos em outros países, frequentemente traduzidos para o português de maneira direta, sem a devida atenção às qualidades psicométricas e, sobretudo, à adequação cultural para a população brasileira. Essa prática, embora tenha sido o padrão durante décadas, ignorava fatores cruciais como hábitos, valores e normas que moldam o comportamento humano em diferentes contextos sociais. Tal negligência colocou em risco a validade de muitos diagnósticos, além de comprometer a eficácia das intervenções psicológicas subsequentes.