Aunque hay indicios de rasgos de personalidad relacionados con la sinestesia, no hay evidencias de estudios que utilicen métodos proyectivos. Considerando las peculiaridades perceptivas asociadas al fenómeno y su posible impacto en la utilización de estos métodos, el objetivo fue investigar características de personalidad de una participante con sinestesia relacionada con colores. Se utilizaron instrumentos de evaluación cognitiva y de personalidad (The Synesthesia Battery, Test de Inteligencia No Verbal, Batería de Factor Personalidad, Técnica de dibujo Casa-Arbol-Persona y Psicodiagnóstico de Rorschach). Los resultados sugieren que la participante tenía altos niveles de inteligencia, apertura a la experiencia y fantasías, con una estructura psicótica compensada. En el psicodiagnóstico de Rorschach, no se identificó interferencia de las experiencias sinestésicas en el desempeño (primera y segunda fórmulas estructurales extratensivas dilatadas; tercera fórmula estructural intratensiva), así como en lo HTP (colores exuberantes solo en el dibujo del árbol), indicando su independencia de los indicadores estructurales en relación con la sinestesia. Por lo tanto, se hipotetiza la retroalimentación entre experiencias sinestésicas e indicadores del funcionamiento esquizotípico. Concluimos que no parece haber contraindicaciones para el uso de métodos proyectivos en estudios de sinestesia, ya que demostraron ser herramientas eficientes para investigar la personalidad en personas con esta condición.
Embora haja indícios de traços de personalidade relacionados à sinestesia, não há evidências de estudos utilizando métodos projetivos. Considerando peculiaridades perceptivas associadas ao fenômeno e seu possível impacto na utilização desses métodos, objetivou-se investigar características de personalidade de uma participante com sinestesias relacionadas a cor. Foram utilizados instrumentos de avaliação cognitiva e de personalidade (The Synaesthesia Battery, Teste de Inteligência Não-Verbal, Bateria Fatorial de Personalidade, técnica do desenho Casa-Arvore-Pessoa – HTP e Psicodiagnóstico de Rorschach). Os resultados sugerem que a participante apresentou inteligência elevada, abertura à experiência aumentada e fantasiação, com estrutura psicótica compensada. No psicodiagnóstico de Rorschach, não foi identificada interferência das vivências sinestésicas no desempenho (primeira e segunda fórmulas extratensivas dilatadas; terceira fórmula estrutural intratensiva), assim como no HTP (cores exuberantes apenas no desenho da árvore), indicando sua independência em relação aos indicadores estruturais. Portanto, hipotetiza-se retroalimentação entre vivências sinestésicas e indicadores de funcionamento esquizotípico. Concluímos que não parece haver contraindicação ao uso de métodos projetivos para o estudo da sinestesia a priori, visto que se mostraram ferramentas eficientes para investigação da personalidade em pessoas com essa condição.