Salamanca, España
Arica, Chile
El envejecimiento poblacional y la prevalencia de demencia plantean desafíos urgentes en Chile que invitan a una revisión y análisis profundos de sus bases culturales. El objetivo de este ensayo es analizar la realidad de la vejez y la demencia en Chile a través de una revisión crítica de su marco normativo y las bases culturales que, desde nuestra perspectiva, la sustentan. El trabajo se desarrolla como un estudio teórico-documental basado en la legislación y políticas públicas chilenas (2017–2025), las cuales son interpretadas desde la biología cultural de Humberto Maturana y Ximena Dávila. Esta lectura sugiere que las estrategias actuales mantienen un enfoque predominantemente biomédico y asistencialista, caracterizado por una fragmentación operativa y una escasa integración del cuidado relacional. Este análisis revela una cultura patriarcal que perpetúa sesgos de déficit y edadismo, marginando lo no productivo. Se concluye la necesidad de una transición hacia una cultura de colaboración basada en la biología del amar y un abordaje generacional que promueva entornos saludables, garantizando la validación de la persona mayor como un ser legítimo en la convivencia.
Population aging and the prevalence of dementia pose urgent challenges in Chile, calling for a deep review and analysis of their cultural foundations. The aim of this essay is to analyze the reality of old age and dementia in Chile through a critical review of the regulatory framework and the cultural bases that, from our perspective, sustain it. The work is developed as a theoretical-documentary study based on Chilean legislation and public policies (2017–2025), which are interpreted through the cultural biology of Humberto Maturana and Ximena Dávila. This reading suggests that current strategies maintain a predominantly biomedical and welfare-oriented approach, characterized by operational fragmentation and limited integration of relational care. This analysis reveals a patriarchal culture that perpetuates deficit-based biases and ageism, marginalizing what is deemed non-productive. It concludes that a transition is needed toward a culture of collaboration grounded in the biology of love and a generational approach that promotes healthy environments, ensuring the validation of older persons as legitimate beings in coexistence.
O envelhecimento populacional e a prevalência de demência colocam desafios urgentes no Chile, convidando a uma revisão e a uma análise aprofundadas de suas bases culturais. O objetivo deste ensaio é analisar a realidade da velhice e da demência no Chile por meio de uma revisão crítica do seu marco normativo e das bases culturais que, em nossa perspectiva, o sustentam. O trabalho desenvolve-se como um estudo teórico-documental baseado na legislação e nas políticas públicas chilenas (2017–2025), as quais são interpretadas a partir da biologia cultural de Humberto Maturana e Ximena Dávila. Essa leitura sugere que as estratégias atuais mantêm um enfoque predominantemente biomédico e assistencialista, caracterizado por fragmentação operacional e baixa integração do cuidado relacional. Esta análise revela uma cultura patriarcal que perpetua vieses de déficit e o idadismo, marginalizando o que é considerado não produtivo. Conclui-se que é necessária uma transição para uma cultura de colaboração baseada na biologia do amar e em uma abordagem geracional que promova ambientes saudáveis, garantindo a validação da pessoa idosa como um ser legítimo na convivência.