Covilhã (Conceição), Portugal
El presente artículo tiene como objetivo analizar las percepciones de los reclusos sobre su salud mental, las barreras para el uso de los servicios de salud mental y la búsqueda de ayuda, y su relación con la satisfacción con el establecimiento penitenciario. La muestra incluye 136 participantes del sexo masculino, con edades comprendidas entre los 21 y los 68 años (M = 38.27; DE = 11.41). Los datos se recogieron mediante un cuestionario de autorrespuesta en dos prisiones portuguesas. El 52.6 % de los reclusos refieren sentimientos de fracaso y de haber perjudicado a su familia. El temor a que la información sea utilizada en contra de uno mismo (38.5 %) y la falta de confidencialidad (35.9 %) fueron las barreras más frecuentemente mencionadas. La fuente de apoyo a la que más recurren los participantes es la familia/pareja (85.3 %). Se encontró una asociación positiva débil entre el número total de barreras identificadas y las preocupaciones diarias de los reclusos. Menos preocupaciones cotidianas, menos barreras para el uso de los servicios de salud mental y un mayor número de fuentes de apoyo percibidas fueron predictores de una mayor probabilidad de estar satisfecho con el establecimiento penitenciario. Se presentan las implicaciones para la práctica y la investigación derivadas de los resultados del presente estudio.
The current study aims at analyzing inmates’ perceptions on their own mental health, barriers to mental health service use and help-seeking, and their relationship with satisfaction with the prison facility. The sample comprises 136 male participants, aged between 21 and 68 years (M = 38.27; SD = 11.41). Data were collected through a self-administered survey in two Portuguese prisons. More than half of inmates (52.6%) report feelings of failure and of having let their families down. Being afraid that information can be used against them (38.5 %) and lack of confidentiality (35.9 %) were the most frequently mentioned barriers to mental health service use. Participants mostly seek support from their family/partner (85.3 %). A weak positive association was found between the total number of barriers identified and inmates’ daily concerns. A lower number of daily concerns and perceived barriers, and a high number of perceived sources of support predicted a higher likelihood of being satisfied with the institution. Implications for practice and research arising from the results of this study are presented.
O objetivo deste estudo é analisar as perceções de reclusos sobre a sua saúde mental, sobre as barreiras à utilização de serviços de saúde mental e sobre a procura de suporte, bem como a relação dessas variáveis com a satisfação com o estabelecimento prisional. A amostra é constituída por 136 participantes do sexo masculino, com idades entre os 21 e os 68 anos (M = 38.27; DP = 11.41). Os dados foram recolhidos através de um questionário de autorresposta em duas prisões portuguesas. Mais de metade dos reclusos (52.6 %) refere sentimentos de fracasso e de ter deixado a família mal. O medo de que a informação seja usada contra o próprio (38.5 %) e o receio de quebra de confidencialidade (35.9 %) foram as barreiras à utilização de serviços de saúde mental mais referidas. A fonte de suporte à qual os participantes mais recorrem é a família/parceiro(a) (85.3 %). Foi encontrada uma associação positiva fraca entre o total de barreiras à utilização de serviços e o total de preocupações diárias dos reclusos. Um menor número de preocupações diárias, um menor número de barreiras à utilização de serviços de saúde mental e um maior número de fontes de suporte foram preditores de uma maior probabilidade de estar satisfeito com o estabelecimento prisional. São apresentadas implicações para a prática e para a investigação decorrentes dos resultados do presente estudo.