La meritocrática neoliberal generó precarización y precariedad subjetiva en las universidades públicas brasileñas, que instituyeron rigurosos criterios de desempeño, llevando al productivismo académico. Marcadores sociales de género producen desigualdades, violencia y discriminación para docentes madres. El objetivo del estudio fue comprender experiencias de docentes mujeres madres actuantes en universidades públicas brasileñas nordestinas, buscando investigar relaciones entre desigualdad, violencia de género y precariedad subjetiva; e identificar estrategias de enfrentamiento utilizadas por esas docentes. Usando el método fenomenológico de tendencia empírica, se entrevistaron cinco docentes de diferentes áreas. El análisis de los resultados llevó a la comprensión de que esas mujeres vivenciaban sentimiento de injusticia institucional delante de las limitaciones impuestas a ellas, estagnación en la carrera, sentimiento de que la política universitaria no da espacio para las mujeres madres en la gestión, deslegitimación masculina en relación a los méritos intelectuales y competencias profesionales de la docente mujer, intimidación delante del contexto mayoritariamente masculinizado del trabajo y frustración por tener que aceptar no acompañar el ritmo de productivismo académico entrelazada a la auto cobranza para acompañar. Ellas enfrentaban la situación imponiéndose delante del machismo estructural, afirmando la escoja en ser madre y dando prioridad a la maternidad en detrimento de la docencia. Se concluyó que hay urgencia de políticas públicas que aseguren derechos a las docentes madres, previenen impactos en la salud mental de esas mujeres y deconstruyan la lógica meritocrática vigente y el machismo estructural, visando disminución de las desigualdades y de la violencia de género en las universidades públicas brasileñas.
A lógica meritocrática neoliberal gerou precarização no trabalho e precariedade subjetiva nas universidades públicas brasileiras, que instituíram rigorosos critérios de desempenho, levando ao produtivismo acadêmico. Nesse cenário, marcadores sociais de gênero produzem desigualdades, violência e discriminação, principalmente para docentes mães. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi compreender experiências de docentes mulheres mães atuantes em universidades públicas brasileiras nordestinas interiorizadas, buscando investigar relações entre desigualdade, violência de gênero e precariedade subjetiva; e identificar estratégias de enfrentamento utilizadas por essas docentes. Usando o método fenomenológico de tendência empírica, entrevistaram-se cinco docentes de diferentes áreas de saber. A análise dos resultados levou à compreensão de que essas mulheres experienciavam sentimento de injustiça institucional diante das limitações impostas às docentes mães, estagnação na carreira docente após a maternidade, sentimento de que a política universitária não dá espaço para as mulheres mães na gestão, deslegitimização masculina em relação aos méritos intelectuais e competências profissionais da docente mulher, intimidação diante do contexto majoritariamente masculinizado do trabalho e frustração por ter que aceitar não acompanhar o ritmo de produtivismo acadêmico atrelada à autocobrança para acompanhar. No entanto, elas enfrentavam a situação impondo-se diante do machismo estrutural, afirmando a escolha em ser mãe e dando prioridade à maternidade em detrimento da docência. Concluiu-se que há urgência de políticas públicas que assegurem direitos às docentes mães, previnam impactos na saúde mental dessas mulheres e desconstruam a lógica meritocrática vigente e o machismo estrutural, visando diminuição das desigualdades e da violência de gênero nas universidades públicas brasileiras.
Neoliberal meritocratic logic has generated job insecurity and subjective precariousness in Brazilian public universities, which have implemented strict performance criteria, leading to academic productivism. In this scenario, social markers of gender produce inequalities, violence, and discrimination, especially for mother professors. In view of this, this study aimed to understand the experiences of mothers working in Brazilian public universities in the interior of the Northeast region. It sought to investigate the relationships between inequality, gender-based violence, and subjective precariousness; and to identify coping strategies used by these professionals. Using the empirical phenomenological method, interviews were conducted with five professors from different fields of knowledge. The analysis revealed that these women experienced feeling of institutional injustice given the limitations imposed on mothers, stagnation in their careers following motherhood, feeling that university policy does not allow space for mothers in management, male delegitimization of their intellectual merits and professional skills, intimidation in the face of the predominantly male work environment, and frustration due to the inability to keep pace with academic productivity demands linked to self-expectations. However, they confronted their situation by asserting themselves against structural machismo, affirming their choice to become mothers while prioritizing motherhood over teaching. There is an urgent need for public policies that secure the rights of mother professors, safeguard their mental health, and deconstruct the prevailing meritocratic logic and structural machismo. Such measures aim to reduce inequalities and gender-based violence in Brazilian public universities.