El objetivo de este artículo es comprender el papel de las emociones en la reproducción y resistencias ante las normatividades del sistema sexo-género en co-constitución con el adultocentrismo y etnocentrismo entre las personas lesbianas, gais y transgénero, desde la teoría crítica de las resistencias y la perspectiva interseccional. Se trata de una investigación cualitativa que utiliza el método biográfico y las entrevistas a profundidad como técnicas de investigación. Los hallazgos revelan que la reproducción y resistencia de los sistemas de opresión se encuentran articuladas. Así, en un mismo suceso se puede legitimar un sistema y transgredir otros, de tal suerte que, a lo largo del proceso, las emociones funcionan como gestores de procesos reflexivos para la transformación social.
The objective of this article is to understand the role of emotions in the reproduction of and resistance to the normativities of the sex-gender system, co-constituted with adult-centrism and ethnocentrism, among lesbian, gay, and transgender people, from the perspective of critical resistance theory and an intersectional perspective. This is a qualitative study that uses biographical methods and in-depth interviews as research techniques. The findings reveal that the reproduction of and resistance to systems of oppression are intertwined. Thus, in a single event, one system can be legitimized and others violated, such that, throughout the process, emotions function as drivers of reflexive processes for social transformation.
O objetivo deste artigo é compreender o papel das emoções na reprodução e na resistência às normatividades do sistema sexo-gênero, coconstituído com adultocentrismo e etnocentrismo, entre lésbicas, gays e pessoas transgênero, a partir da teoria crítica da resistência e de uma perspectiva interseccional. Trata-se de um estudo qualitativo que utiliza métodos biográficos e entrevistas em profundidade como técnicas de pesquisa. Os resultados revelam que a reprodução e a resistência a sistemas de opressão estão interligadas. Assim, em um único evento, um sistema pode ser legitimado e outros violados, de modo que, ao longo do processo, as emoções funcionam como propulsoras de processos reflexivos de transformação social.