Byron Rosendo Macas Criollo
El envejecimiento poblacional exige comprender los factores determinantes del bienestar en adultos mayores institucionalizados, especialmente la interacción entre reserva cognitiva, funcionalidad y calidad de vida. El presente estudio tuvo como objetivo analizar la relación entre la reserva cognitiva, el nivel de funcionalidad y la calidad de vida en adultos mayores no institucionalizados en un centro gerontológico de Paute, Ecuador. Se implementó un diseño observacional descriptivo-correlacional y de corte transversal con 30 adultos mayores de 65 años institucionalizados durante al menos 6 meses. Se aplicó una batería de instrumentos estandarizados que incluyó el Mini Mental State Examination para evaluar el estado cognitivo global, Trail Making Test A y B para medir velocidad de procesamiento y funciones ejecutivas, Test del Reloj para evaluar habilidades visuoespaciales, Escala de Depresión Geriátrica-15 para síntomas depresivos e Índice de Barthel para capacidad funcional. Los análisis estadísticos comprendieron correlaciones de Pearson y Spearman, y regresión lineal múltiple mediante pasos sucesivos. Los resultados evidenciaron un perfil cognitivo de deterioro leve a moderado con puntuación media del MMSE de 21.4±3.8 puntos. Las correlaciones revelaron asociaciones significativas entre reserva cognitiva y capacidad funcional, destacando las funciones ejecutivas medidas por TMT-B como el predictor más fuerte (r=-.489, p<.01). El modelo de regresión múltiple explicó el 74.2 % de la varianza en calidad de vida, identificando cinco predictores significativos: síntomas depresivos (β=-.485), funciones ejecutivas (β=-.327), capacidad funcional (β=.298), habilidades visuoespaciales (β=.265) y estado cognitivo global (β=.219). Los hallazgos confirman que la calidad de vida en adultos mayores institucionalizados resulta de la interacción compleja entre factores afectivos, ejecutivos y funcionales, más que de déficits cognitivos aislados, proporcionando evidencia para el desarrollo de intervenciones multimodales dirigidas a optimizar el bienestar en esta población vulnerable.
Population aging requires understanding the determinants of well-being in institutionalized older adults, especially the interaction between cognitive reserve, functionality, and quality of life. This study aimed to analyze the relationship between cognitive reserve, functional level, and quality of life in institutionalized older adults at a gerontological center in Cuenca, Ecuador. A descriptive-correlational observational cross-sectional design was implemented with 30 institutionalized adults aged 65 years and older for at least 6 months. A battery of standardized instruments was applied including the Mini Mental State Examination to assess global cognitive status, Trail Making Test A and B to measure processing speed and executive functions, Clock Drawing Test to evaluate visuospatial abilities, Geriatric Depression Scale-15 for depressive symptoms, and Barthel Index for functional capacity. Statistical analyses included Pearson and Spearman correlations, and stepwise multiple linear regression. Results showed a cognitive profile of mild to moderate impairment with mean MMSE score of 21.4±3.8 points. Correlations revealed significant associations between cognitive reserve and functional capacity, highlighting executive functions measured by TMT-B as the strongest predictor (r=-.489, p<.01). The multiple regression model explained 74.2 % of variance in quality of life, identifying five significant predictors: depressive symptoms (β=-.485), executive functions (β=-.327), functional capacity (β=.298), visuospatial abilities (β=.265), and global cognitive status (β=.219). Findings confirm that quality of life in institutionalized older adults results from complex interaction between affective, executive, and functional factors rather than isolated cognitive deficits, providing evidence for developing multimodal interventions aimed at optimizing wellbeing in this vulnerable population.
O envelhecimento populacional exige compreender os fatores determinantes do bem-estar em idosos institucionalizados, especialmente a interação entre reserva cognitiva, funcionalidade e qualidade de vida. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a reserva cognitiva, o nível de funcionalidade e a qualidade de vida em idosos institucionalizados em um centro gerontológico de Paute, Equador. Implementou-se um delineamento observacional descritivo-correlacional e de corte transversal com 30 idosos com 65 anos ou mais institucionalizados durante pelo menos 6 meses. Aplicou-se uma bateria de instrumentos padronizados que incluiu o Mini Exame do Estado Mental para avaliar o estado cognitivo global, Trail Making Test A e B para medir velocidade de processamento e funções executivas, Teste do Relógio para avaliar habilidades visuoespaciais, Escala de Depressão Geriátrica-15 para sintomas depressivos e Índice de Barthel para capacidade funcional. As análises estatísticas compreenderam correlações de Pearson e Spearman, e regressão linear múltipla mediante passos sucessivos. Os resultados evidenciaram um perfil cognitivo de deterioração leve a moderada com pontuação média do MEEM de 21,4±3,8 pontos. As correlações revelaram associações significativas entre reserva cognitiva e capacidade funcional, destacando as funções executivas medidas por TMT-B como o preditor mais forte (r=-.489, p<.01). O modelo de regressão múltipla explicou 74,2% da variância em qualidade de vida, identificando cinco preditores significativos: sintomas depressivos (β=-.485), funções executivas (β=-.327), capacidade funcional (β=.298), habilidades visuoespaciais (β=.265) e estado cognitivo global (β=.219). Os achados confirmam que a qualidade de vida em idosos institucionalizados resulta da interação complexa entre fatores afetivos, executivos e funcionais, mais que de déficits cognitivos isolados, proporcionando evidência para o desenvolvimento de intervenções multimodais dirigidas a otimizar o bem-estar nesta população vulnerável.