La presente investigación se centró en analizar la posibilidad legal de aceptar pruebas digitales generadas mediante inteligencia artificial (IA) en el procedimiento penal ecuatoriano, en lo que respecta a la digitalización y producción de material sexual infantil. En los últimos años, el rápido avance de los deepfakes y de los modelos completamente automatizados de generación de imágenes ha transformado de manera sustancial las condiciones en torno a la apreciación de las pruebas judiciales. En la investigación se utilizaron métodos cualitativos, combinando enfoques dogmático-jurídicos, analítico-sintéticos y hermenéuticos. El estudio permitió considerar la legislación ecuatoriana, la doctrina especializada y experiencias comparadas para identificar vacíos legales que dificultan un tratamiento uniforme de la prueba digital. Se verificó que, aunque la normativa ecuatoriana reconoce principios como la legalidad de la prueba, la cadena de custodia y la motivación judicial, aún se carece de normas que permitan autenticar o evaluar archivos generados mediante algoritmos. También se identificó jurisprudencia internacional que subraya la necesidad de controles periciales más rigurosos y mecanismos de autenticidad más sólidos. Finalmente, el trabajo amplía su enfoque hacia los derechos penalmente protegidos que se ven amenazados por la creación de pornografía infantil mediante IA, subrayando que recae sobre el Estado la responsabilidad de garantizar la dignidad, integridad y desarrollo integral de la niñez como eje central de toda respuesta penal.
This research focuses on analyzing the legal possibility of accepting digital evidence generated by artificial intelligence (AI) in Ecuadorian criminal proceedings, specifically regarding the digitization and production of child sexual abuse material. In recent years, the rapid advancement of deepfakes and fully automated image generation models has substantially transformed the conditions surrounding the evaluation of evidence in court. The research employed qualitative methods, combining dogmatic-legal, analytical-synthetic, and hermeneutical approaches. The study considered Ecuadorian legislation, specialized doctrine, and comparative experiences to identify legal gaps that hinder the uniform treatment of digital evidence. It was found that, although Ecuadorian regulations recognize principles such as the legality of evidence, chain of custody, and judicial reasoning, there are still no rules for authenticating or evaluating files generated by algorithms. International jurisprudence was also identified that underscores the need for more rigorous expert controls and more robust authentication mechanisms. Finally, the work broadens its focus to the criminally protected rights that are threatened by the creation of child pornography through AI, emphasizing that the responsibility to guarantee the dignity, integrity and integral development of children as the central focus of any criminal response falls on the State.
A presente pesquisa centrou-se em analisar a possibilidade legal de aceitar provas digitais geradas por Inteligência Artificial (IA) no procedimento penal equatoriano, no que diz respeito à digitalização e produção de material sexual infantil. Nos últimos anos, o rápido avanço dos deepfakes e dos modelos completamente automatizados de geração de imagens transformou substancialmente as condições em torno da apreciação das provas judiciais. Na pesquisa foram utilizados métodos qualitativos, combinando abordagens dogmático-jurídicas, analítico-sintéticas e hermenêuticas. O estudo permitiu considerar a legislação equatoriana, a doutrina especializada e experiências comparadas para identificar lacunas legais que dificultam um tratamento uniforme da prova digital. Verificou-se que, embora a normativa equatoriana reconheça princípios como a legalidade da prova, a cadeia de custódia e a motivação judicial, ainda carece de normas que permitam autenticar ou avaliar arquivos gerados por meio de algoritmos. Também foi identificada jurisprudência internacional que sublinha a necessidade de controles periciais mais rigorosos e mecanismos de autenticidade mais sólidos. Finalmente, o trabalho amplia seu enfoque para os direitos penalmente protegidos que se veem ameaçados pela criação de pornografia infantil mediante IA, ressaltando que recai sobre o Estado a responsabilidade de garantir a dignidade, integridade e desenvolvimento integral da criança como eixo central de toda resposta penal.