Cindy de los Angeles Hidalgo Torres
El consumo de alcohol es un fenómeno presente entre estudiantes universitarios que puede estar asociados con diferentes factores psicológicos. El objetivo de este estudio fue analizar la relación entre el consumo de alcohol, el estrés percibido y la inflexibilidad psicológica en tres grupos independientes. Los datos se recolectaron mediante cuestionarios en línea y fueron administrados a una muestra no probabilística de 293 estudiantes universitarios de modalidad abierta y a distancia. Los instrumentos utilizados fueron la Escala de Estrés Percibido (PSS-10) y el Cuestionario de Aceptación y Compromiso-II (AAQ-II). Los resultados muestran que existe una relación estadísticamente significativa entre el estrés percibido, la inflexibilidad psicológica y el consumo de alcohol (p<0,001). A mayores niveles de las variables transdiagnósticas (estrés percibido e inflexibilidad psicológica), se observaron mayores niveles de consumo de alcohol. Estos resultados sugieren que el alcohol puede actuar como una estrategia de afrontamiento desadaptativa, aumentando el riesgo de dependencia. Los resultados coinciden con investigaciones previas, pero contrastan con algunos estudios, posiblemente debido a factores sociodemográficos. Las intervenciones dirigidas al manejo del estrés y la flexibilidad psicológica son cruciales. Las limitaciones incluyen el diseño transversal y el uso de cuestionarios de autoinforme, lo que limita las inferencias causales. Los hallazgos enfatizan los factores transdiagnósticos en el consumo de alcohol, lo que justifica una mayor investigación para fundamentar las estrategias de prevención.
Introduction: Alcohol consumption is a phenomenon present among university students that may be associated with different psychological factors. The objective of this study was to analyze the relationship between alcohol consumption, perceived stress, and psychological inflexibility in three independent groups. Method: Data was collected through online questionnaires and administered to a non-probability sample of 293 open and distance learning university students. The instruments used were the Perceived Stress Scale (PSS-10) and the Acceptance and Commitment Questionnaire-II (AAQ-II). Results: The results show a statistically significant relationship between perceived stress, psychological inflexibility, and alcohol consumption (p<0.001). Higher levels of the transdiagnostic variables (perceived stress and psychological inflexibility) indicate higher levels of alcohol consumption. Discussion: These results suggest that alcohol may act as a maladaptive coping strategy, increasing the risk of dependence. The results are consistent with previous research but contrast with some studies, possibly due to sociodemographic factors. Interventions targeting stress management and psychological flexibility are crucial. Limitations include the cross-sectional design and the use of self-report questionnaires, which limit causal inferences. The findings emphasize transdiagnostic factors in alcohol use, warranting further research to inform prevention strategies.
Introdução: O consumo de álcool é um fenômeno presente entre estudantes universitários que pode estar associado a diferentes fatores psicológicos. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre consumo de álcool, estresse percebido e inflexibilidade psicológica em três grupos independentes. Método: Os dados foram coletados por meio de questionários on-line e aplicados a uma amostra não probabilística de 293 estudantes universitários de ensino aberto e a distância. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Estresse Percebido (PSS-10) e o Questionário de Aceitação e Comprometimento-II (AAQ-II). Resultados: Os resultados mostram que existe uma relação estatisticamente significativa entre estresse percebido, inflexibilidade psicológica e consumo de álcool (p<0,001). Em níveis mais elevados das variáveis transdiagnósticas (estresse percebido e inflexibilidade psicológica), foram observados níveis mais elevados de consumo de álcool. Discussão: Esses resultados sugerem que o álcool pode atuar como uma estratégia de enfrentamento mal-adaptativa, aumentando o risco de dependência. Os resultados são consistentes com pesquisas anteriores, mas contrastam com alguns estudos, possivelmente devido a fatores sociodemográficos. Intervenções voltadas ao gerenciamento do estresse e à flexibilidade psicológica são cruciais. As limitações incluem o delineamento transversal e o uso de questionários de autorrelato, o que limita as inferências causais. As descobertas enfatizam fatores transdiagnósticos no uso de álcool, justificando pesquisas adicionais para informar estratégias de prevenção.