Isabelly Santos Maciel, Caroline Pereira Nunes, Rosiquerli Silva de Lima, Joselia Nunes de Castro, Jordeanes do N. Araújo
O presente artigo investiga o racismo estrutural no Brasil (especificamente no município de Humaitá) com base nas obras de Guimarães, Kilomba e Schwarcz, e em entrevistas realizadas com moradores da cidade de Humaitá-AM. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, articulando teoria e prática para compreender como o racismo se manifesta nas instituições, nas relações sociais e no cotidiano. São analisadas as raízes históricas da exclusão racial, desde o período colonial até os dias atuais, evidenciando desigualdades persistentes nos campos da educação, trabalho, saúde, mídia e políticas públicas. Os relatos dos participantes revelam experiências de discriminação velada e explícita, reforçando estigmas e marginalizações. A escola e a mídia são destacadas como espaços de reprodução de estereótipos, enquanto políticas afirmativas, como cotas raciais e formação antirracista, são apontadas como estratégias fundamentais para o enfrentamento dessas desigualdades. A pesquisa conclui que o racismo estrutural compromete a democracia e exige ações concretas para sua superação. Valorizar as vozes dos sujeitos afetados e promover uma educação crítica são passos essenciais para a construção de uma sociedade mais justa, plural e inclusiva.
This article investigates structural racism in Brazil, based on the works of Guimarães, Kilomba, and Schwarcz, and interviews conducted with residents of the city of Humaitá-AM. The research adopts a qualitative approach, combining theory and practice to understand how racism manifests in institutions, social relations, and everyday life. It analyzes the historical roots of racial exclusion, from the colonial period to the present, highlighting persistent inequalities in education, labor, health, media, and public policies. The participants’ accounts reveal both subtle and explicit forms of discrimination, reinforcing stigmas and marginalization. Schools and media are identified as spaces that reproduce stereotypes, while affirmative actions—such as raciais quotas and anti-racist training—are presented as key strategies to confront these inequalities. The study concludes that structural racism undermines democracy and demands concrete actions for its eradication. Valuing the voices of affected individuals and promoting critical education are essential steps toward building a more just, pluralistic, and inclusive society.