Amanda Stocco, Joao Anderson Fulan, Reinaldo José de Castro
The study evaluated the predatory impact of nymphs from the order Odonata on two fish fry species: Astyanax lacustris (native) and Poecilia reticulata (invasive), both commonly found in aquaculture systems. The experiment was conducted over 72 hours, with fry counted and replaced every 12 hours, testing three treatments: only A. lacustris, only P. reticulata, and both species together. Each aquarium contained one Odonata nymph that had fasted for 24 hours, under constant temperature (26 °C) and continuous lighting. Statistical analyses (Kruskal-Wallis and Dunn’s test) revealed no significant differences in predation between the two species, suggesting a lack of selectivity. However, significant differences were observed over time, with higher predation ratesduring the first 12 hours, possibly due to predator satiation after initial consumption. These findings indicate that Odonata predation is not species-specific but is influenced by temporal feeding dynamics. Therefore, management strategies in aquacultureshould consider the timing of predator feeding behavior to minimize economic losses due to fry mortality, particularly in the initial hours after stocking, when fry is more vulnerable to predatory nymphs.
O estudo avaliou o impacto predatório de ninfas da ordem Odonata sobre duas espécies de alevinos: Astyanax lacustris (nativa) e Poecilia reticulata (invasora), comuns em sistemas de piscicultura. O experimento foi conduzido por 72 horas, com contagens e reposições de alevinos a cada 12 horas, testando três tratamentos: apenas A. lacustris, apenas P. reticulata e ambas as espécies juntas. Cada aquário continha uma ninfa de Odonata em jejum, com temperatura constante (26 °C) e iluminação contínua. As análisesestatísticas (Kruskal-Wallis e Dunn) não indicaram diferenças significativas na predação entre as espécies, sugerindo ausência de seletividade. Contudo, observou-se variação significativa ao longo do tempo, com taxas de predação mais altas nas primeiras 12 horas, possivelmente devido à saciedade das ninfas após o consumo inicial. Esses achados indicam que a predação por Odonata não depende da espécie de alevino, mas é influenciada pela dinâmica temporal. Assim, estratégias de manejo em piscicultura devem considerar o comportamento alimentar desses predadores ao longo do tempo para minimizar perdas econômicas associadas à mortalidade de alevinos, especialmente nas primeiras horas após a introdução em tanques, quando estão mais vulneráveis ao ataque de ninfaspredadoras.