Laura Christofoletti da Silva Gabriel
, Mériti de Souza
, Gustavo Angeli
, Rosana Maria Schwerz
A sociedade, em alguma medida, estimula pressupostos modernos associados a lógica binária centrada no masculino e no feminino, promove a idealização da razão como determinante na constituição subjetiva, desqualificando o brincar. Neste artigo realizamos uma pesquisa qualitativa e teórica com ênfase nos estudos de áreas como a história da infância, o gênero, a psicologia, buscando analisar a relação entre a produção subjetiva de crianças e o brincar tomando como recorte o gênero e a matriz heterossexual. Utilizamos na análise cenas de um documentário brasileiro que apresenta situações do brincar em diversos contextos. Entendemos que as crianças expressam comportamentos que questionam pressupostos modernos que estabelecem exclusivamente o binarismo, a hierarquia, a heteronorma, como padrões para a subjetivação.