This study addresses gender inequalities in the labor market faced by women returning to work after maternity leave. The topic is explored through the lens of ambivalent sexism, aiming to analyze how this form of sexism manifests in the context of paid employment for cisgender women after maternity leave. Data were collected through online semi-structured interviews with ten women aged between 27 and 40, recruited using the snowball sampling technique. The data were analyzed using Descending Hierarchical Classification (DHC) with the IRaMuTeQ software. The main findings indicate that the return to work is marked by feelings of guilt, difficulties in adaptation, experiences of judgment, and expressions of sexism, which negatively impact women’s career opportunities and quality of life. The importance of family and organizational support is highlighted as fundamental to minimizing these effects, underscoring the urgent need for inclusive policies. The conclusion emphasizes that ambivalent sexism is a detrimental factor to the professional development of working mothers and reinforces the urgency of organizational measures that promote equity and respect in the workplace, ensuring effective support in balancing motherhood and professional life.
O presente estudo aborda as desigualdades de gênero no mercado de trabalho no retorno de mulheres após a licença-maternidade. O tema é explorado por meio da análise do sexismo ambivalente, com o objetivo de analisar como o sexismo ambivalente se manifesta no contexto do trabalho remunerado para mulheres cis após a licença-maternidade. Para coletar os dados, foram realizadas entrevistas semiestruturadas de forma online com 10 mulheres entre 27 e 40 anos, recrutadas pela técnica de "bola de neve". Os dados foram analisados por meio da Análise de Classificação Hierárquica Descendente (CHD), utilizando o software Iramuteq. Os principais resultados indicam que o retorno ao trabalho é marcado por sentimento de culpa, dificuldades de adaptação, enfrentamento de julgamentos e sexismo sofrido por essas, impactando negativamente as oportunidades de carreira e a qualidade de vida das mulheres. A importância do suporte familiar e organizacional é destacada como fundamental para minimizar esses impactos, evidenciando a necessidade urgente de políticas inclusivas. A conclusão reforça que o sexismo ambivalente é um fator prejudicial ao desenvolvimento profissional das mulheres-mães, sublinhando a urgência de medidas organizacionais que promovam a equidade e o respeito no ambiente de trabalho, assegurando um apoio efetivo na conciliação entre maternidade e vida profissional.