Argentina
Durante los últimos años se ha comenzado a producir un cambio de paradigma en relación al consumo de sustancias ilegales intentando dejar atrás el viejo prohibicionismo desarrollado desde inicios del siglo pasado. La determinación de algunos gobiernos de no continuar denominando “guerra contra el narcotráfico” pronunciada por Nixon en 1971 (López, 2019) en una instancia general, hasta el reconocimiento del consumo recreativo en su instancia personal, varias políticas de Estado han definido el abordaje en Reducción de Riesgos y Daños, como una alternativa posible ante el consumo de sustancias psicoactivas ilegales. Estos paradigmas, desde posiciones encontradas, han contribuido en el entramado sanitario, jurídico, social y económico de nuestra cotidianidad.
La Clínica Musicoterapéutica en la atención de sujetos con consumo problemático no permanece al margen de los posicionamientos de dichos paradigmas ya que, formando parte del sistema de salud, reproduce sus lógicas y tipos de intervención.
Pensar el desarrollo de esta clínica nos permite reflexionar sobre su especificidad y organización, y cómo estas contribuyen en la construcción de sentido orientado en determinado paradigma.
Este artículo busca presentar una clínica musicoterapéutica orientada en la reducción de riesgos y daños y discurrir, desde qué perspectiva se observa la situación de consumo, qué marco disciplinar resulta pertinente, cómo se organiza su práctica y cuál es su objetivo. Estos elementos ligados a su funcionalidad permiten obtener una mirada integral del sujeto que atraviesa un consumo problemático.
Nos últimos anos, começou a ocorrer uma mudança de paradigma em relação ao uso de substâncias ilícitas, buscando deixar para trás o antigo proibicionismo desenvolvido desde o início do século passado. Atualmente, desde a determinação de alguns governos em não mais chamá-la de "guerra às drogas" declarada por Nixon em 1971 (López, 2019) em sentido geral, até o reconhecimento do uso recreativo em seu sentido pessoal, diversas políticas estatais têm definido a abordagem da Redução de Riscos e Danos como uma possível alternativa ao uso de substâncias psicoativas ilícitas. Esses paradigmas, a partir de posições opostas, têm contribuído para o arcabouço assistencial, jurídico, social e econômico do nosso cotidiano.
A Clínica de Musicoterapia, no atendimento a indivíduos com uso problemático de substâncias, não fica alheia às posições desses paradigmas, pois, como parte do sistema de saúde, reproduz sua lógica e seus tipos de intervenção.
Pensar sobre o desenvolvimento dessa clínica nos permite refletir sobre sua especificidade e organização, e como estas contribuem para a construção de significados orientados a um paradigma específico.
Este artigo busca apresentar uma clínica de musicoterapia focada na redução de riscos e danos e refletir sobre a perspectiva a partir da qual vejo a situação de consumo, qual estrutura disciplinar é relevante, como organizo sua prática e qual é seu objetivo. Esses elementos, aliados à sua funcionalidade, permitem uma visão abrangente do indivíduo que vivencia o consumo problemático.