Gabriela Aisenson
, Renee Czerniuk
, Gerardo Larriba
, Vivian Valenzuela Macaya
, Laura Luna
, Lourdes Moulia
En este artículo se presentan resultados preliminares de una investigación con jóvenes próximos a egresar de hogares convivenciales en Buenos Aires, Argentina. Institucionalizados por haber sufrido diversas vulneraciones de sus derechos, enfrentan una transición crucial hacia la vida adulta al cumplir los 18 años, momento en que dejarán de recibir la medida judicial de abrigo que provee el Estado. A partir de entrevistas en profundidad, se busca comprender cómo atraviesan dicha transición y construyen sus proyectos. Particularmente, se presentan resultados sobre los sentidos atribuidos al hogar. Se construyeron tres categorías interrelacionadas que permiten comprender sus experiencias: el hogar como regulador de rutinas, como espacio de apoyo emocional y como facilitador u obstaculizador en el desarrollo de su autonomía. Es evidente que aunque la residencia brinda apoyo material y emocional, también puede limitar el desarrollo de la autonomía personal, generando un delicado equilibrio entre protección y libertad. Comprender las experiencias y los significados que estos jóvenes atribuyen a sus vidas en hogares convivenciales permite identificar áreas críticas de intervención y mejorar las políticas de acompañamiento hacia la integración social. Al centrarse en sus necesidades reales, se abren oportunidades para diseñar programas que fortalezcan su autonomía y les permitan construir trayectorias de vida sostenibles.
This article presents preliminary findings from a research study involving young people nearing their exit from alternative care residences in Buenos Aires, Argentina. Institutionalized due to various violations of their rights, these youths face a crucial transition to adulthood upon turning 18, when the court-ordered protective measures provided by the state come to an end. Through in-depth interviews, the study explores how they navigate this transition and build their life projects. Specifically, it presents findings on the meanings they attribute to the residential home. Three interrelated categories were identified to understand their experiences: the residence as a regulator of routines, as a space of emotional support and as a facilitator—or barrier—to the development of autonomy. While residential care provides both material and emotional support, it can also constrain personal autonomy, generating a delicate balance between protection and freedom. Understanding the experiences and meanings these young people assign to life in alternative care residences helps to identify critical areas for intervention and to improve support policies aimed at their social integration. By focusing on their actual needs, there is an opportunity to design programs that strengthen autonomy and enable them to build sustainable life paths.
Este artigo apresenta resultados preliminares de uma pesquisa com jovens próximos a sair de casas em Buenos Aires, Argentina. Institucionalizados por terem sofrido várias violações de seus direitos, enfrentam uma transição crucial para a vida adulta ao completar 18 anos, momento em que deixarão de receber a medida judicial de abrigo fornecida pelo Estado. A partir de entrevistas em profundidade, busca-se compreender como atravessam essa transição e constroem seus projetos. Particularmente, são apresentados resultados sobre os sentidos atribuídos ao lar. Foram construídas três categorias interrelacionadas que permitem compreender suas experiências: o lar como regulador de rotinas, como espaço de apoio emocional e como facilitador ou obstáculo no desenvolvimento de sua autonomia. É evidente que embora a residência forneça apoio material e emocional, também pode limitar o desenvolvimento da autonomia pessoal, gerando um delicado equilíbrio entre proteção e liberdade. Compreender as experiências e os significados que estes jovens atribuem às suas vidas em lares convivenciais permite identificar áreas críticas de intervenção e melhorar as políticas de acompanhamento para a integração social. Focando em suas necessidades reais, abre oportunidades para projetar programas que fortaleçam sua autonomia e lhes permitam construir trajetórias de vida sustentáveis.