Paulo Estefano Dineli Bobrowiec, Amanda Araújo Bernardes, André Costa Siqueira, Elizabete Captivo Lourenço, Helena Godoy Bergallo, Lucas Gabriel do Amaral Pereira, Luciana Moraes Costa, Marcelo Martins Ferreira, Natalia Margarido Kinap, Rodrigo Marciente, Ubirajara Dutra Capaverde Jr, Valéria da Cunha Tavares
The data accumulated over the years by researchers are often difficult to handle in comparative studies due to differences in study designs and sampling efforts. Standardizing sampling methods allows comparisons between different locations and periods across a wide range of scales and environmental gradients, while also promoting researcher integration through data sharing. Our goal is to describe a bat capture protocol in RAPELD system plots, tested over decades of work, using ground-level mist nets that can be replicated by researchers in different Brazilian biomes. The minimum protocol consists of 10 mist nets, ideally measuring 10 × 3 meters each, installed along the central trail of each plot, alternating 10-meter segments. We suggest that each plot be sampled for at least four non-consecutive nights per year, with two nights during the rainy season and two nights during the dry season. We also propose adaptations to the protocol for specific cases related to equipment limitations and field conditions, while always maintaining a sampling effort of 100 meters of mist nets per plot per night. When defining sampling efforts, we also consider the challenges of capturing bats in remote locations with low infrastructure, as well as the proper processing and handling of captured bats and associated data. We also provide a list of equipment, describe some procedures adopted during captures, and suggest model spreadsheets for data and metadata
Os dados acumulados ao longo dos anos por pesquisadores muitas vezes são difíceis de serem tratados em estudos comparativos, em função das diferenças nos delineamentos e esforços de amostragem. A padronização dos métodos de amostragem permite comparações entre locais e períodos distintos em ampla variedade de escalas e gradientes ambientais, além de promover a integração entre pesquisadores através do compartilhamento dos dados. Nosso objetivo é descrever um protocolo de captura de morcegos em parcelas do sistema RAPELD, testado ao longo de décadas de trabalho, usando redes de neblina armadas em nível do chão e que possa ser replicado por pesquisadores nos diferentes biomas brasileiros. O protocolo mínimo consiste em 10 redes de neblina, idealmente de 10 × 3 metros cada, instaladas no corredor central de cada parcela, intercalando os segmentos de 10 m. Sugerimos, que cada parcela seja amostrada por pelo menos quatro noites não consecutivas por ano, sendo duas noites na estação chuvosa e duas noites na estação seca. Nós também propomos adequações ao protocolo para casos específicos ligados a limitações de equipamentos e condições de campo, mas sempre mantendo uma amostragem de 100 metros de redes armadas por parcela/noite. Para a delimitação dos esforços de amostragem consideramos também as dificuldades de capturas em locais remotos e com baixa infraestrutura e o processamento e encaminhamento adequado dos morcegos capturados e dados associados. Nós também apresentamos uma lista de equipamentos, alguns procedimentos adotados durante as capturas e sugerimos planilhas modelo para dados e metadados.