Brasil
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O objetivo deste artigo foi o de analisar como o nazismo, a partir da apropriação dos conhecimentos eugênicos, solidificou o enraizamento da colonização do autismo. Também buscaremos apontar como o ativismo autista pode se engajar na luta política para a descolonização do autismo, corroborando o processo de emancipação defiça. A escrita seguiu uma análise histórica desde a Alemanha nazista, passando pelas ramificações coloniais e eugenistas dos EUA e chegando ao “Holocausto brasileiro”, em que se propôs a discutir criticamente as bases coloniais existentes no processo de definição do diagnóstico de autismo. A partir disso, trazemos o ativismo autista como ferramenta de transformação ao paradigma colonial do diagnóstico de autismo para possibilitar novos espaços para a constituição enquanto autistas, evitando a colonização. Concluímos que a decolonização pode ser uma ferramenta de enfrentamento à continuação das práticas nazistas e eugenistas presentes até a atualidade contra autistas.
This article aims to analyze how Nazism, by appropriating eugenic knowledge, solidified the roots of autism’s colonization. We also seek to highlight how autistic activism can engage in the political struggle for the decolonization of autism, corroborating the process of disability emancipation. The writing followed a historical analysis from Nazi Germany, passing through the colonial and eugenic ramifications of the USA, and arriving at the “Brazilian Holocaust,” in which it was proposed to critically discuss the existing colonial bases in the process of defining the diagnosis of autism. From this, we present autistic activism as a tool for transforming the colonial paradigm of autism diagnosis to enable new spaces for the constitution as autistic individuals, avoiding colonization. We conclude that decolonization can be a tool to confront the continuation of Nazi and eugenic practices present to this day against autistic people.