Brasil
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O presente artigo objetiva compreender como a memória social influencia na construção da representação religiosa de grupos religiosos não hegemônicos (ateus, espíritas e candomblecistas). Para tal, utiliza a Teoria das Representações Sociais como aporte teórico do estudo e perpassa pela memória social. A pesquisa consistiu em entrevistas individuais com roteiro semiestruturado e perguntas sociodemográficas, com 12 participantes de cada um dos grupos: espíritas, candomblecistas e ateus, de diferentes cidades do Brasil. A coleta de dados realizou-se de junho de 2023 a novembro do mesmo ano. Os resultados foram submetidos à análise de conteúdo de Bardin. Os resultados apontam as conclusões que há influência da família na construção da identidade social religiosa e na formação de representações sociais da religião. Entretanto, a família não é a única fonte de influência para tal identidade e representações, pois a própria instituição religiosa, o pensamento social hegemônico e questões político- sociais também reverberam nas representações dos grupos.