Mônica Bernardes
, Bianca Luisa Rodrigues Lopes, Júlia Gonçalves
El acoso sexual en el trabajo comprende comportamientos indeseados relacionados con el género que la persona afectada considera ofensivos o amenazantes. En esta investigación se recopiló y caracterizó los principales hallazgos de estudios empíricos sobre acoso sexual en el trabajo contra mujeres. Se buscó artículos en portugués, inglés o español presentes las bases de datos Web of Science, Scopus, Pubmed y Lilacs, publicados entre los años 2013 y 2022. Se seleccionaron 58 artículos para análisis. El acoso sexual es una forma de violencia prevalente en el mundo laboral, siendo las mujeres las principales víctimas. Los más comunes son el acoso de género y el verbal, y se destaca en entornos con mayor desequilibrio de poder. El sector de la salud presenta altos índices de victimización. Las consecuencias de esta violencia afectan a la salud mental y física de las víctimas. El miedo a sufrir represalias, a ser perjudicadas, a perder el empleo o a creer que no se hará nada al respecto se asocian a los bajos índices de denuncia. Pocos estudios se centran en las intervenciones, y se informa la falta de políticas contra el acoso y de directrices o procedimientos formales para denunciarlo y combatirlo.
O assédio sexual no local de trabalho inclui comportamentos indesejados relacionados ao gênero que a pessoa afetada considera ofensivos ou ameaçadores. Esta pesquisa compilou e caracterizou as principais conclusões de estudos empíricos sobre assédio sexual no local de trabalho contra mulheres. Artigos em português, inglês ou espanhol foram pesquisados nas bases de dados Web of Science, Scopus, Pubmed e Lilacs, publicados entre 2013 e 2022. Foram selecionados 58 artigos para análise. O assédio sexual é uma forma prevalente de violência no local de trabalho, sendo as mulheres as principais vítimas. As formas mais comuns são o assédio verbal e baseado no gênero, que são particularmente prevalentes em ambientes com maiores desequilíbrios de poder. O setor de saúde apresenta altas taxas de vitimização. As consequências dessa violência afetam a saúde mental e física das vítimas. O medo de represálias, de ser prejudicado, de perder o emprego ou de acreditar que nada será feito a respeito está associado a baixas taxas de denúncia. Poucos estudos se concentram em intervenções, e há uma falta relatada de políticas antiassédio e diretrizes ou procedimentos formais para denunciá-lo e combatê-lo.
Sexual harassment in the workplace includes unwanted gender-related behavior that the affected person considers offensive or threatening. This research compiled and characterized the main findings of empirical studies on sexual harassment in the workplace against women. Articles in Portuguese, English, or Spanish were searched in the Web of Science, Scopus, Pubmed, and Lilacs databases, published between 2013 and 2022. We selected 58 for analysis. Sexual harassment is a prevalent form of violence in the workplace, with women being the main victims. The most common forms are gender-based and verbal harassment, which are particularly prevalent in environments with greater power imbalances. The healthcare sector has high rates of victimization. The consequences of this violence affect the mental and physical health of victims. Fear of reprisals, of being harmed, of losing one's job, or of believing that nothing will be done about it are associated with low reporting rates. Few studies focus on interventions, and there is a reported lack of anti-harassment policies and formal guidelines or procedures for reporting and combating it.