La droga es un objeto polisémico, simbólicamente construido y regulado por conocimientos, prácticas y normas sociales. Esta investigación analizó la dimensión normativa de las representaciones sociales sobre drogas en tres contextos de producción simbólica. En el estudio participaron 169 personas, que respondieron a cuestionarios de asociación libre de palabras con la palabra inductora “drogas” en un contexto personal de referencia y dos contextos de sustitución (como imaginaban que respondían “la mayoría de las personas” y los “usuarios de drogas “). Los datos fueron sometidos a análisis lexicales y los resultados evidenciaron temas como dependencia química, placer, violencia y criminalidad. El contexto “mayoría de las personas” activó específicamente elementos negativos relacionados con las drogas y sus usuarios, mientras que el contexto de “usuarios de drogas” activó elementos positivos y ambivalentes relacionados con el placer del consumo. A pesar de las especificidades encontradas, las palabras relacionadas con la adicción se evocaron expresamente en los tres contextos. Se concluye que los contenidos normativos de este campo indican procesos de moralización, patologización y criminalización del uso y de los usuarios de drogas, pero su expresión está regulada distintivamente por normas antidrogas y anti-prejuicios.
The drug is a polysemic object, symbolically constructed and regulated by knowledge, practices and social norms. This research aimed to analyze the normative dimension of social representations about drugs in three contexts of symbolic production. The study included 169 participants, who completed free word association questionnaires with the inducer word “drugs” in a personal reference context and two substitution contexts (as they imagined that “most people” and “drug users” would respond). The data were submitted to lexical analysis and the results showed topics such as addiction, pleasure, violence and crime. The “most people” context specifically activated negative elements related to drugs and their users, while the “drug users” context activated positive and ambivalent elements related to the pleasure of consumption. Despite the specificities found, words related to addition were expressively evoked in the three contexts. We conclude that normative contents of this field show processes of moralization, pathologization and criminalization of drug use and drug users, but its expression is distinctively regulated by anti-drug and anti-prejudice norms.
A droga é um objeto polissêmico, simbolicamente construído e regulado por saberes, práticas e normas sociais. A presente pesquisa buscou analisar a dimensão normativa das representações sociais sobre drogas em três contextos de produção simbólica. Participaram do estudo 169 pessoas, que responderam a questionários de associação livre de palavras com o termo indutor “drogas” em um contexto pessoal de referência e dois contextos de substituição (conforme imaginavam que responderiam “a maioria das pessoas” e os “usuários de drogas”). Os dados foram submetidos a análises lexicais e os resultados evidenciaram temas como dependência química, prazer, violência e criminalidade. O contexto “maioria das pessoas” ativou especificamente elementos negativos relacionados às drogas e seus usuários, enquanto o contexto “usuários de drogas” ativou elementos positivos e ambivalentes relacionados ao prazer do consumo. Apesar das especificidades encontradas, palavras ligadas à dependência química foram expressivamente evocadas nos três contextos de coleta. Conclui-se que os conteúdos normativos do campo evidenciam processos de moralização, patologização e criminalização do uso e do usuário de drogas, mas a sua expressão é regulada distintivamente por normas antidrogas e antipreconceito.