Alicia Lagarrigue de Bolotinsky
Este artículo explora las tensiones y sinergias entre la inteligencia artificial (IA) y los archivos en la era digital desde una perspectiva psicoanalítica, centrada en la teoría freudiana y enriquecida por las ideas de Green, Bollas, Tisseron y Chiozza. La humanidad históricamente ha buscado preservar la memoria, un deseo que la IA transforma al procesar datos masivamente, planteando preguntas sobre la memoria, la subjetividad y la verdad. La IA, sin inconsciente, deshistoriza la memoria y facilita noticias falsas, mientras que como aliada potencia la preservación y resignificación del pasado, como en Venice Time Machine o los archivos de Freud. Ejemplos concretos ilustran esta dualidad. En 2025, el desafío es integrar estas fuerzas para que la memoria permanezca un diálogo vivo entre pasado y presente, un equilibrio que el psicoanálisis y la vida cotidiana deben construir, transformando el saber en un recurso vivo que responde a las necesidades humanas.
Archives and artificial intelligence: opponents or allies in the digital age. A look from psychoanalysis and everyday life. This article explores the tensions and synergies between artificial intelligence (AI) and archives in the digital era from a psychoanalytic perspective, centered on Freudian theory and enriched by the ideas of Green, Bollas, Tisseron and Chiozza. Historically, humanity has sought to preserve memory, a desire that AI has transformed by massively processing data, raising questions about memory, subjectivity and truth. Since AI lacks an unconscious, it dehistoricizes memory and facilitates the spread of fake news, while as an ally it boosts the preservation and resignification of the past —as in the international project called “Venice Time Machine” or in Freud’s archives. This duality is illustrated through concrete examples. Today, the challenge is to integrate these forces so that memory constitutes a permanent living dialogue between the past and the present, a balance that psychoanalysis and everyday life must build, transforming knowledge into a living resource that responds to human needs.
Os Arquivos e Inteligência Artificial: A Outra Face e Aliados na Era Digital. Uma Visão da Psicanálise e da Vida Cotidiana. Este artigo explora as tensões e sinergias entre a inteligência artificial (IA) e os arquivos na era digital desde uma perspectiva psicanalítica, centralizada na teoria freudiana e enriquecida pelas ideias de Green, Bollas, Tisseron e Chiozza. A humanidade historicamente procurou pre servar a memória, um desejo que a IA transforma ao processar dados massivamente, propondo perguntas sobre a memória, a subjetividade e a verdade. A IA, sem inconsciente, descontextualiza historicamente a memória e facilita notícias falsas, enquanto que, como aliada potencializa a preservar e renomear o passado, como em Venice Time Machine ou os arquivos de Freud. Exemplos concretos ilustram esta dualidade. Em 2025, o desafio é integrar estas forças para que a memória seja um diálogo vivo entre passado e presente, um equilíbrio que a psicanálise e a vida cotidiana devem construir, transformando o saber em um recurso vivo que responde às necessidades humanas.