Susanna Grinsvall, Mª Elena Lora Fuentes
En el presente artículo se hace un recorrido acerca de la noción de exilio político; por un lado, desde las condiciones sociopolíticas, y por otro lado, desde el psicoanálisis de orientación lacaniana. Asimismo, se acude a testimonios de ex exiliados bolivianos que estuvieron refugiados en Suecia. Aunque el exilio político ha existido en muchas épocas y circunstancias distintas, este texto se enfoca en el período que va desde 1971 a partir del golpe de Estado de Banzer, hasta 1982 cuando la democracia se volvió a instaurar. Se trata de un período dictatorial cuando la represión - incluyendo desapariciones forzosas, detenciones, torturas y asesinatos - estaba coordinada con otros países del Cono Sur, bajo un operativo clandestino de servicios de inteligencia llamado Plan Cóndor. El psicoanálisis de orientación lacaniana ofrece una lectura sobre la noción de la subjetividad, y desde este planteamiento teórico es posible leer las consecuencias en cada sujeto que vivió la experiencia de un exilio político, rescatando la singularidad, ya que el psicoanálisis no tiene ningún afán de generalizar la experiencia.
Neste trabalho, nós viajar sobre a noção de exílio político, por um lado, a partir das condições sociopolíticas, e por outro lado, a partir de orientação psicanálise lacaniana. Ele também vai para os testemunhos de ex-exilados bolivianos que estavam refugiados na Suécia. Apesar de exilado político tem existido em muitas épocas e circunstâncias diferentes, este texto centra-se no período desde 1971 a partir de golpe Banzer, até 1982, quando a democracia foi re-introduzido. Este é um período ditatorial, quando a repressão - incluindo desaparecimentos forçados, detenções, tortura e assassinato - foi coordenada com outros países do Cone Sul, operando sob um serviço de inteligência clandestina chamada Operação Condor. Orientação Lacaniana psicanálise oferece uma leitura da noção de subjetividade e, a partir dessa abordagem teórica é possível ler as consequências para qualquer pessoa que viveu a experiência de um exilado político, capturando a singularidade, e que a psicanálise não tem vontade de generalizar a experiência.
In this paper the notion of political exile is examined, and from two perspectives: on one hand, from the social and political conditions that an exile implies, and on the other hand, from a psychoanalytical point of view. In order to illustrate the consequences on subjectivity, former exiled peoples testimonies are reproduced, that is to say, Bolivians who lived as refugees in Sweden. Although political exile existed in different historical periods and circumstances, in this paper, focus is put on the period that goes from Banzers coup in 1971 until democracy was finally achieved again in 1982. This was the period when the underground operation of intelligence services called Plan Cóndor coordinated the repression - including disappearances, arrests, tortures, and homicides - between several South American countries. Lacanian psychoanalysis offers a reading of exile that rescues the singular and subjective aspects of every experience, without aspiring to generalize it, and that is the reason why it is so suitable in this context.